O piloto de ralis Henrique Moniz fez um balanço positivo da sua participação no Rali Serra da Cabreira, com vista à preparação da edição de 2026 do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR).
Após a conquista do quarto lugar na prova minhota, o micaelense admitiu que o principal objetivo era, essencialmente, adaptar-se à viatura da classe Rally2, o Skoda Fabia Rally2 Evo.
“O nosso objetivo não passava por qualquer resultado, mas sim andar melhor a cada quilómetro percorrido, a cada troço disputado e penso que isso foi conseguido. Fomos encurtando as margens para os pilotos da frente e isso só nos deixa otimistas para o futuro”, referiu em declarações prestadas ao Açoriano Oriental.
Henrique Moniz mencionou ainda os “vícios” que adquiriu após 20 anos a conduzir viaturas de tração dianteira como a maior adversidade sentida na adaptação ao Skoda, acrescentando que “ainda falta muito” para chegar ao patamar que pretende.
“Ainda falta muito! É um carro completamente diferente de tudo aquilo que já guiei. O facto de ter conduzido durante cerca de 20 anos carros de tração dianteira também me cria algumas dificuldades, porque há muitos vícios que tenho desses carros e custa a eliminá-los”, explicou.
Depois de se ter estreado ao volante de um Skoda Fabia Rally2 Evo num rali de terra, o lagoense confessa que as provas de asfalto serão mais um desafio a ultrapassar.
“Esta é apenas uma etapa, no caso a aprendizagem para a fase de terra e daqui a dias vamos começar em outra, onde vai começar tudo de novo quando começar o asfalto”, garantiu, assumindo que dadas as características e mudanças, este vai ser o “ano zero”.
“Este ano é um ano zero, digamos assim, não tenho qualquer expectativas para este ano. O nosso objetivo é ir, quilómetro a quilómetro, ir ganhando experiência com o carro para depois no futuro poder almejar outro tipo de resultados, mas com o intuito de me divertir bastante”, admitiu.
Ainda assim, Moniz reconheceu que o Rali Serra da Cabreira foi “o melhor teste que é possível fazer a um carro”, no sentido em que, diante de “pilotos competitivos” teve a oportunidade de avaliar a concorrência e de aferir com precisão os tempos.
“Foi, na minha opinião, o melhor teste que é possível fazer a
um carro, a uma equipa. Em modo competição conseguimos aferir os tempos
e comparar com pilotos competitivos que também vão fazer o Campeonato
de Portugal de Ralis, desde logo o Rúben Rodrigues, o José Pedro Fontes,
o Diogo Marujo”, concluiu, referindo que tem “boas perspetivas” para a
época e “bastante vontade de voltar ao carro”.
