Região com a segunda maior descida do país na violência doméstica

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025 indica que foram registados 989 casos de violência doméstica na Região Autónoma dos Açores, menos 72 do que no ano anterior, quando se contabilizaram 1061 ocorrências, o que corresponde a uma redução de 6,8%



Este decréscimo coloca os Açores como a segunda região do país com maior redução percentual neste tipo de crime, apenas atrás da Guarda, que registou uma queda de 11,6%.

A nível nacional, o total de participações passou de 30221 para 29644, menos 577 casos do que no ano anterior, representando uma descida de 1,9% a nível nacional.

Além da violência doméstica, registaram-se várias descidas noutros tipos de criminalidade na Região. As ofensas à integridade física voluntárias, o crime mais frequente, totalizaram 1008 ocorrências, refletindo uma diminuição de 7,8%. Já os crimes de ameaça e coação também recuaram 1,5%, fixando-se em 838 casos. 

Por sua vez, o furto em edifício comercial ou industrial com arrombamento apresentou uma quebra de 37,7%, sendo igualmente de assinalar a redução dos furtos em residência com arrombamento (-48,6%).

Número de violações aumentou na Região

O número de violações registadas na Região Autónoma dos Açores voltou a aumentar. Depois de uma subida de 50% em 2024, ano em que se contabilizaram 15 casos, os dados mais recentes do RASI apontam para 19 ocorrências em 2025, represetando um acréscimo de 26,7% face ao período homólogo.

A nível nacional, o número de violações passou de 534 para 578 casos, ou seja, mais 35 ocorrências, o que corresponde a um aumento de 6,4%.

Nos Açores, outras tipologias criminais também registaram subidas relevantes. Entre elas, destacam-se a condução sem habilitação legal (+16,8%) e a condução de veículo com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l (+10,3%).

Registaram-se igualmente aumentos no dano em veículo motorizado (+23,2%) e no furto de veículo motorizado (+35,6%). O tráfico de estupefacientes, incluindo precursores, cresceu 22,8%.

Já no domínio dos crimes contra as pessoas e a autoridade, a ofensa à integridade física grave aumentou 50%, enquanto os casos de resistência e coação sobre funcionário subiram 4,3%.


PUB