Dados do RASI "não coincidem" com “sentimento de insegurança”

O Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) nos Açores considerou que os dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) “não coincidem” com o “sentimento de insegurança” de quem vive na região, nem com a realidade vivida pelos polícias.



Em comunicado, a estrutura do SINAPOL nos Açores expressa a sua “profunda preocupação com a interpretação política destes números [do RASI] e o seu impacto no futuro da segurança pública no arquipélago”.

De acordo o SINAPOL-Açores, “o otimismo dos gráficos estatísticos não coincide com o sentimento de insegurança de quem vive nas nove ilhas, nem com a realidade vivida pelos polícias nas esquadras”, sendo “imperativo questionar a génese desta ‘descida’ antes que a mesma seja utilizada como pretexto para um desinvestimento na região”.

O sindicato defende que, “tal como o presidente do Governo Regional se apressou a anunciar a baixa da criminalidade em comunicado, (…) atue com o mesmo vigor na defesa dos meios para a PSP”.

“É fundamental que o presidente do Governo dos Açores anuncie publicamente que será inflexível no cumprimento do Artigo 150.º da Lei do Orçamento de Estado para 2026, que prevê o reforço crucial de meios humanos, materiais e financeiros para a segurança na região”, defende o SINAPOL.

PUB