Açoriano Oriental
Montenegro diz que partido não pode ser conivente com governo de “empatas”

O candidato à liderança do PSD Luís Montenegro disse este sábado, em Coimbra, que o seu partido não pode ser “conivente” com os atuais Governo e primeiro-ministro, que são “uns empatas” e não resolvem o que é importante.

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Foto: MÁRIO CRUZ/LUSA
Autor: AO Online/ Lusa

“Temos um Governo e um primeiro-ministro que são uns empatas, que não resolvem nada do que é importante, nada do que é estruturante, e que empurram os assuntos com a barriga para a frente”, afirmou hoje Luís Montenegro, que falava aos jornalistas à margem de um “encontro com militantes”, à porta fechada, na sede dos social-democratas em Coimbra.

Enquanto, entre os 28 países da Europa, 21 “crescem mais do que nós” Portugal está “a perder competitividade” porque “este Governo do Partido Socialista faz muitas festas, distrai as pessoas com muitas questões, mas naquilo que é essencial, não resolve os problemas”, sustentou o antigo líder parlamentar dos social-democratas.

“O Partido Social Democrata não pode ser cúmplice nem conivente com isto”, afirmou, considerando que o seu partido “tem de fazer o seu papel”, que “é ser oposição”.

Ao PSD compete, defendeu, “escrutinar a ação governativa e, ao mesmo tempo, ir afirmando a sua alternativa política para que os portugueses possam, nos próximos anos”, ter um “caminho bem mais profícuo para aquilo que são os interesses” e “a qualidade de vida” das pessoas.

“A minha obrigação é esclarecer os militantes dos meus propósitos” e projetos para o PSD e para o País, disse Luís Montenegro, assegurando que o seu objetivo é “vencer estas eleições [para a presidência do partido] na primeira volta, com um resultado robusto”, para “ir à conquista da confiança dos portugueses”.

Além de Luís Montenegro, são candidatos à liderança do PSD o atual presidente Rui Rio e o vice-presidente da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz.

As eleições diretas para escolher o próximo presidente social-democrata realizam-se em 11 de janeiro, com uma eventual segunda volta uma semana depois, e o Congresso entre 07 e 09 de fevereiro, em Viana do Castelo.


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