Programa de troca de seringas nas prisões

Ministro justifica adiamento com necessidade de formação


 

Lusa / AO online   Nacional   24 de Set de 2007, 11:49

O ministro da Justiça justificou hoje o adiamento da troca de seringas nas prisões com a necessidade de formar todos os intervenientes no processo, nomeadamente os guardas prisionais.
O programa experimental de troca de seringas para reclusos nas prisões portuguesas, que pretende fazer diminuir a contaminação de doenças infecto-contagiosas entre presos, começou hoje nas cadeias de Lisboa e Paços de Ferreira, mas apenas na sua vertente teórica, já que a troca efectiva de seringas começará apenas em Outubro.

A medida tem como objectivo diminuir a contaminação de doenças infecto-contagiosas, como hepatites ou Sida, entre os presos que consomem drogas e partilhavam seringas entre si.

"Sempre estiveram previstas acções de formação, porque, para ser aplicada esta medida, todos os intervenientes têm de estar informados e treinados. É preciso ultimar pormenores", afirmou Alberto Costa aos jornalistas à margem do seminário sobre Penas e Medidas Alternativas à Prisão, que decorre hoje e terça-feira em Lisboa.

"Depois de tantos anos de espera é preciso que corra tudo muito bem. Não é o pormenor de um dia que nos faz precipitar", acrescentou.

O ministro da Justiça disse ainda que é necessário avaliar a eficácia do programa para decidir ou não alargá-lo a outras cadeias: "Queremos que a experiência pensada há mais de 10 anos possa ser avaliada para pudermos saber se justifica ou não mantê-la".

O sindicato do corpo de guardas prisionais contesta desde o início este programa, alegando que lhes levanta problemas de segurança, e já admitiu a possibilidade de fazer greve caso a troca de seringas nas prisões siga em frente.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.