Ministro da Defesa promete incentivos para recrutar e reter talento nas Forças Armadas

Ministro da Defesa promete incentivos para recrutar e reter talento nas Forças Armadas

 

AO Online/ Lusa   Nacional   27 de Out de 2019, 16:18

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, afirmou este domingo em Setúbal, nas comemorações do Dia do Exército, que o Governo vai criar "incentivos financeiros e de outra natureza, para recrutar e reter talento nas Forças Armadas".

"O Governo esteve e permanece plenamente empenhado neste objetivo, e tudo fará para criar incentivos financeiros e de outra natureza, para recrutar e reter talento nas nossas Forças Armadas, garantindo os efetivos necessários às exigências atuais", disse João Gomes Cravinho, que também defendeu a necessidade de se aumentar a presença feminina no Exército, que atualmente tem apenas 10,4% de mulheres.

"Estamos e continuaremos a estar também empenhados na valorização da carreira militar e na sua dignificação, que passa também pelo reforço dos apoios aos antigos combatentes e aos deficientes das Forças Armadas. Sem cuidarmos do passado, não saberemos cuidar do futuro", acrescentou João Gomes Cravinho, que reafirmou o empenho do Governo nestas matérias, através da aprovação do Plano para a Profissionalização e do Plano para a Igualdade nas Forças Armadas.

O ministro da Defesa, que falava na cerimónia comemorativa do Dia Exército, realizada antes da parada militar e de uma demonstração de capacidades do exército Português, no Largo José Afonso, em Setúbal, lembrou o lugar de destaque do Exército "no imaginário nacional e na configuração de uma nação independente há mais de 900 anos", bem como "o papel incontornável que esta instituição desempenha na defesa militar do nosso país", acrescentando que essa relevância não diminuiu e é cada vez maior.

"Não somos ingénuos ao ponto de pensar que o nosso país e a estabilidade de que usufruímos é predestinada, ou que será permanente. Trabalhamos diariamente, muitas vezes de forma discreta, para que essa seja a realidade dos portugueses, e também a realidade de quem nos escolhe como país de residência ou de abrigo temporário", disse João Gomes Cravinho, que sublinhou também o contributo para o prestígio nacional de algumas das principais missões do Exército em Portugal e no estrangeiro.

"Contribuem para o cumprimento dos nossos compromissos internacionais, em missões das Nações Unidas, da Aliança Atlântica e da União Europeia, em cenários tão diversos como a República Centro Africana, o Afeganistão, o Iraque, o Mali, a Colômbia, a Somália, e também na nossa Europa, no Kosovo ou na Roménia", disse.

"Na cooperação no domínio da defesa que mantemos com os países africanos de língua portuguesa e Timor Leste, o Exército contribui para a consolidação de estruturas estatais que reforçam a segurança regional e que reafirmam a relevância do nosso País nessas latitudes", frisou o governante.

João Gomes Cravinho destacou ainda um vasto conjunto de missões do Exército em território nacional, incluindo o combate aos fogos rurais, apoio à Proteção Civil, satisfação de necessidades básicas e melhoria da qualidade de vida das populações.

"Só neste ano de 2019, o Exército empenhou cerca de 11.000 militares neste tipo de missões, realizando mais de 4.700 patrulhas de vigilância. Na resposta à crise energética do verão passado, o Exército envolveu 673 militares em 60 missões que contribuíram decisivamente para o normal funcionamento do nosso país. Mas também na resposta a calamidades naturais, em Moçambique, ou mais recentemente nos Açores, o Exército esteve presente", lembrou o ministro da Defesa.

Sem se referir explicitamente o roubo de armas em Tancos, o discurso de João Gomes Cravinho deixou claro que há coisas que não podem repetir-se nas Forças Armadas.

"As lições aprendidas nos últimos dois anos são extremamente valiosas para todos - para os ramos, para o Governo, e para a sociedade - e todos entendemos que há situações que não podem repetir-se e que não se repetirão. Da minha parte, estive e continuarei a estar atento", disse, acrescentando que é preciso saber tirar lições do passado.

"O Governo trabalhará afincadamente para que, nem o Exército, nem as Forças Armadas no seu conjunto, sejam afetadas de forma desmesurada pelos processos ainda em curso. Mas terá de ser o Exército, no seu âmbito próprio, a trabalhar no sentido de apurar todos os factos e de identificar e incorporar todas as lições, sabendo que ao fazê-lo terá no Ministro da Defesa um firme aliado na defesa da instituição", concluiu o ministro da Defesa Nacional, perante milhares de setubalenses que se associaram às comemorações do Dia Exército na cidade de Setúbal.


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