Ministro da Defesa garante que Portugal e EUA discutirão "em breve" base das Lajes

Ministro da Defesa garante que Portugal e EUA discutirão "em breve" base das Lajes

 

Lusa/AO Online   Regional   13 de Nov de 2013, 07:52

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, afirmou que estão reunidas as condições para que se reúna "em breve2 a Comissão Bilateral Permanente Portugal-EUA para discutir a situação da base da Lajes, nos Açores.

 

Questionado pelos jornalistas na Assembleia da República, à saída de uma audição na comissão parlamentar de Defesa Nacional, o ministro afirmou que o Governo estava à espera "do desenvolvimento da situação interna orçamental dos EUA" e da "nomeação do novo secretário da Defesa [norte-americano], que já existe".

"Será nesse âmbito que se estabelece o diálogo entre Portugal e os EUA. E portanto, essa comissão bilateral permanente há-de reunir em breve porque haverá já condições para o fazer", declarou.

Aguiar-Branco assegurou que a redução do contigente norte-americano nas Lajes é "um tema que será tratado, porque as relações entre os EUA e Portugal estabelecem-se pela via institucional".

O Senado norte-americano começou a discutir hoje a legislação que determina o orçamento da defesa dos Estados Unidos, da qual desapareceu uma emenda que adiava a redução da estrutura militar da base das Lajes anunciada por Washington.

A emenda, que é vista como uma oportunidade para evitar uma redução definitiva, não faz parte do National Defense Authorization Act, a legislação que determina o orçamento da defesa americano e que poderá ser aprovado antes de 28 de novembro.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, disse, na semana passada no Parlamento, que "ainda é cedo" para afirmar que as emendas sobre as Lajes, da autoria da Câmara dos Representantes e que favorecem os interesses de Portugal, não constam da versão final da lei.

O chefe da diplomacia esclareceu ainda que a fase de debate, em plenário, no Senado norte-americano, poderá prosseguir em novembro, e garantiu que, caso de mantenham as "disparidades" entre as versões resoluções aprovadas pela Câmara dos Representante e pelo Senado, o processo não ficará concluído.

No ano passado, os Estados Unidos anunciaram a intenção de reduzir a presença militar nas Lajes de 580 para 160 efetivos, medida a aplicar a partir do verão de 2014.

 


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.