Ministra da Saúde diz que não pediu nem pedirá para sair do Governo

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, negou ter pedido a demissão e afirmou que só deixará o Governo por decisão do primeiro-ministro, após rumores reacendidos por três mortes esta semana por alegados atrasos no socorro



O Expresso escreve que os rumores de que a ministra da Saúde teria apresentado a sua demissão ao chefe de Governo tinham voltado depois da notícia da primeira das três mortes que ocorreram, após esperas prolongadas pela chegada da emergência médica.

Em declarações ao Expresso, já depois de conhecido o segundo caso desta semana, Ana Paula Martins assegurou: “Não pedi nem pedirei para sair do Governo”.

Ana Paula Martins disse ainda que “naturalmente” sairá “quando o primeiro-ministro assim o decidir”.

No primeiro debate quinzenal do ano, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, em resposta aos apelos e críticas dos partidos da oposição, assim como de quase todos os candidatos presidenciais, para que demita a ministra, garantiu que Ana Paula Martins “vai continuar no Governo”.

“Os problemas da saúde não se resolvem com demissões nem com jogadas políticas e político-partidárias. Resolvem-se com convicção, com competência, com insistência, com resiliência, e é para isso que este Governo, este primeiro-ministro e a ministra da Saúde estão no Governo e vão continuar no Governo”, afirmou o chefe do executivo, no debate quinzenal na Assembleia da República.

Montenegro afirmou que o executivo que lidera está “a resolver os problemas estruturais da saúde, a reforçar os meios disponíveis, a tomar as medidas legislativas que conferem maior capacidade de gestão, a ter efetivamente ganhos na eficiência do sistema, que apesar das dificuldades, responde com mais rapidez que há um ano”.

O primeiro-ministro defendeu a necessidade de fazer “uma avaliação rigorosa e criteriosa” das ocorrências, ao contrário de um “discurso político mais tremendista e oportunista, que tira conclusões precipitadas”.


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