Médicos de família de cinco ilha passam a marcar consultas de especialidade por via eletrónica

Os médicos de família dos centros de Saúde do Faial, Pico, São Jorge, Flores e Corvo, nos Açores, passam a poder marcar consultas de especialidade no Hospital da Horta por via eletrónica, em vez de o fazerem por carta.



Esta alteração de procedimentos, hoje anunciada pelo presidente do Conselho de Administração do Hospital da Horta, João Morais, vem tornar mais célere e transparente a marcação de primeiras consultas de especialidade, facilitando também a comunicação entre os profissionais de saúde das cinco ilhas.

"Este processo melhora não só a agilização de todo o processo existente, como elimina possíveis erros de transcrição entre o processo manual e digital, além de diminuir também o tempo de espera do pedido", justificou o gestor hospitalar, durante uma sessão de demonstração, com ligação eletrónica simultânea a cinco ilhas diferentes.

Até agora, os médicos de família dos centros de Saúde do Faial, Pico, São Jorge, Flores e Corvo, tinham de enviar uma carta para o Hospital da Horta, a solicitar a marcação de consultas de especialidade para os seus utentes.

A referida carta era acompanhada da informação clínica do utente e era aberta apenas pelo médico especialista, que só depois de consultar o processo determinava a prioridade da consulta, que os serviços administrativos tratavam posteriormente de agendar.

"Foi da observação deste processo, e com o objetivo de uniformizar e tornar mais transparente e seguro todo o processo dos pedidos de referenciação à consulta externa, que metemos mãos à obra e desenvolvemos esta plataforma tecnológica, que permite que as unidades de saúde referenciem para o Hospital da Horta de forma digital", adiantou João Morais.

Um processo burocrático e demorado que o Hospital da Horta decidiu melhorar, criando uma plataforma informática que permite aos médicos de família fazerem a marcação automática das consultas.

A secretária regional da Saúde, Teresa Luciano, também presente na apresentação da plataforma, admite que este sistema, designado de GPC - gestão de plataforma clínica, possa fazer aumentar as listas de espera para consultas de especialidade, mas garante que o tempo médio de espera vai, certamente, diminuir.

"Nas listas de qualquer consulta [de família] que implique uma outra consulta [especialidade] noutro sítio, o número de consultas aumenta nas listas de espera", explicou a governante, adiantando que "o mais importante é olhar para as listas de espera e verificar se, em matéria de prioridades, o tempo médio de espera reduz".

A governante disse também que, até ao final do ano, a plataforma informática criada pelo Hospital da Horta deverá estar disponível nos restantes hospitais e unidades de saúde da Região.


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