Medicamentos gratuitos para o reumatismo


 

Lusa/AOonline   Nacional   20 de Out de 2007, 11:00

Os medicamentos para tratar a artrite reumatóide e a espondilite aquilosante, além de outras três doenças crónicas e incapacitantes, vão passar a ser gratuitos, beneficiando mais de um por cento da população portuguesa, noticia hoje o Diário de Notícias.



    Citando um despacho do Ministério da Saúde que já seguiu para Diário da República e deverá entrar em vigor no final de Novembro, O DN escreve que o medicamento em causa, disponível em Portugal desde 2000, mas sem qualquer comparticipação até agora, passa a ser totalmente comparticipado pelo Estado.

    Cada embalagem custa ao doente 695 euros e calcula-se que cada um dos cerca de 40 mil doentes com artrite reumatóide possa gastar por ano entre três e dez mil euros só em medicamentos.

    Além da artrite reumatóide e da espondilite anquilosante, o medicamento (Enbrel) está indicado para a artrite psoriática, a artrite idiopática juvenil poliarticular e a psoríase em placas. As cinco doenças afectam um por cento da população portuguesa.

    Por enquanto apenas este medicamento está abrangido pelo despacho, mas a autoridade nacional do medicamento (Infarmed) está a estudar a integração de outros remédios para estas doentes.

    Além da embalagem de quatro frascos, passarão também a ser gratuitas as vacinas pré-carregadas deste produto, que hoje custam 721 euros, também sem qualquer ajuda estatal.

    De acordo com o despacho assinado pelo secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, "considera-se haver interesse público na dispensa gratuita destes medicamentos".

    No entanto, os doentes terão de levantar estes remédios no hospital de referência da sua área, quando forem prescritos em consultas especializadas no diagnóstico e tratamento. Já hoje, estes tratamentos estão apenas disponíveis nas farmácias hospitalares, por razões de segurança clínica.

    A despesa com os remédios passa a ser arcada pelo hospital, quando a toma é feita em ambiente hospitalar, ou pela respectiva Administração Regional de Saúde, quando o doente leva os medicamentos para casa.

    A excepção é para os doente pertencentes a um sub-sistema, seguradora ou outra entidade pública ou privada - nestes casos o custo dos medicamentos já não sai dos cofres do Serviço Nacional de Saúde.

    Já no relatório do Orçamento de Estado para 2008, apresentado na semana passada, o Governo anunciara a intenção de avançar com "benefícios adicionais para os utentes com necessidades específicas, visando facilitar a equidade de acesso, designadamente no domínio da oncologia, dos cuidados paliativos e da terapêutica da dor, do HIV/sida, da diabetes e da artrite reumatóide".

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