Jogos Olímpicos

Mário Santos satisfeito com prestação da canoagem portuguesa

Mário Santos satisfeito com prestação da canoagem portuguesa

 

Redação AO/LUSA   Outras modalidades   10 de Ago de 2012, 16:13

Mário Santos destacou hoje que a canoagem portuguesa "dobrou" em Londres2012 os melhores resultados olímpicos desde que se estreou na competição, com quatro Finais A e uma prata, mas não se sente "salvador da pátria".

“Já desde 1988 que vamos a Jogos Olímpicos e tínhamos apenas duas finais. Dobrámos esse resultado apenas numa presença”, afirmou o presidente da federação da modalidade, que é simultaneamente Chefe da Missão Portuguesa em Londres2012, numa altura em que Teresa Portela ainda pode fazer Portugal voltar a brilhar sábado, na Final A de K1 200 metros.

Até hoje, a canoagem portuguesa tinha como melhores resultados olímpicos um sexto lugar de José Garcia em K1 1000 nos Jogos de Barcelona92 e um sétimo de Emanuel Silva, também em K1 1000, em Atenas2004.

Há oito anos na presidência da Federação Portuguesa de Canoagem, diz que não se sente “insubstituível” ou “salvador da pátria” e garante que a “última palavra” na condução da modalidade pertence ao movimento associativo.

“Em fim de ciclo, penso que conseguimos nos últimos oito anos marcar uma posição e elevar a fasquia: sermos uma referência no desporto nacional e tornar a canoagem portuguesa uma referência a nível internacional”, destacou.

Mário Santos não se mostrou surpreendido com os resultados alcançados pela canoagem portuguesa em Eton Dorney, a 40 quilómetros de Londres, garantindo que eles demonstram o “muito trabalho” que tem vindo a ser desenvolvido.

“Há muito que sabemos que temos capital para chegar aqui e fazer um resultado como este. Felizmente, conseguimos aqui, na hora certa, prová-lo e demonstrá-lo dentro de água. Os resultados medem-se em medalhas, em finais e meias-finais. Trazer aqui cinco barcos, quatro vão a Finais A e o outro a uma final B, sendo o primeiro a ficar fora, é um sinal claro da nossa evolução”, disse.

O resultado deverá começar já a ser medido no aumento de praticantes em Portugal, até porque o presidente da FPC já sente que há muito jovens que estão a procurar a modalidade e a dar as primeiras pagaiadas.


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