Novo partido

Manifesto Mérito e Sociedade "não é de esquerda nem de direita" mas promete mudar Portugal


 

Lusa/AO   Nacional   3 de Out de 2007, 08:16

O professor universitário Eduardo Correia pretende formar, até final deste ano, um novo partido político, o Manifesto Mérito e Sociedade (MMS), que promete transformar Portugal num país mais eficiente e economicamente competitivo a nível europeu.
Nem de esquerda, nem de direita, o MMS pretende captar o eleitorado português no geral, porque "Portugal tem que ser uma equipa inteira, como mostrou ser no pós-25 de Abril", adianta o responsável.

    Critico de José Sócrates, o professor do ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa) classifica o actual Governo como "igualmente fraco", em relação aos últimos três ou quatro governos do país, pois a realidade portuguesa continua a ser idêntica ao que era, por exemplo, no Governo de António Guterres.

    A ideia de formar um partido surgiu depois da apresentação de um documento, cujo título viria a ser adoptado como nome do futuro partido, onde o professor de "marketing" faz "o diagnóstico da situação do país e propõe medidas para melhorar a cidadania".

    Inicialmente, o objectivo passava por fazer chegar as conclusões do manifesto aos maiores partidos nacionais, no entanto, a natureza de algumas propostas tornava claro que o documento não iria ser bem aceite.

    "Como a lei portuguesa obriga à formação de uma lista para candidatura à Assembleia da República, ainda que se trate de candidatos independentes", a única solução possível passou a ser a formação de um novo partido político, diz Eduardo Correia.

    Uma das principais bandeiras do MMS passa pelo reconhecimento do mérito individual, o que na opinião de Eduardo Correia não tem sucedido em Portugal.

    "Na gestão do Estado e da Administração Pública, o principal acesso é o cartão partidário e isso é uma ausência de reconhecimento do mérito", diz.

    A despolitização da Administração Pública e o emagrecimento da máquina estatal são algumas das reformas que o MMS pretende levar a cabo, nomeadamente através da redução do número de câmaras municipais e da eleição de deputados por círculos uninominais, com acerto relativo à percentagem de votos globais, de forma a garantir que todos os votos tenham o mesmo valor

    Contudo, para que os portugueses sejam reconhecidos pelo mérito individual, é necessário melhorar a educação e formação, o que poderá passar pelo alargamento do ensino obrigatório até ao 12º ano e pela criação de uma nova forma de aprendizagem, nomeadamente através de escolas e centros de formação profissionalizantes.

    O MMS pretende ser uma opção de voto para os portugueses já nas próximas eleições legislativas e europeias. Uma candidatura às autárquicas está para já posta de lado, pois, de acordo com Eduardo Correia, "o modelo de funcionamento autárquico não se adequa ao MMS", pelo que a candidatura deste partido não seria "legítima", nem "intelectualmente honesta".

    Questionado quanto à possibilidade de coligações com outros partidos, o professor adianta que "é difícil fazer futurologia", admitindo no entanto, que esta será uma realidade muito pouco provável, porque o MMS propõe "alterações estruturais que não se compatibilizam com nenhum dos partidos existentes em Portugal".

    Para já, o MMS encontra-se a recolher as 7500 assinaturas necessárias para a formação do partido, processo que se iniciou no passado mês de Setembro e que "todos os dias recebe novos apoios", o que leva o professor a acreditar que, até ao fim do ano, o objectivo será cumprido.
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