Mais uma taça para o Sporting outra vez nos penáltis

Mais uma taça para o Sporting outra vez nos penáltis

 

AO Online/ Lusa   Futebol   26 de Mai de 2019, 01:17

O Sporting conquistou este sábado a Taça de Portugal de futebol pela 17.ª vez na sua história, após mais uma final com o FC Porto decidida nos penáltis e na qual os 'dragões' até foram superiores.

No Estádio Nacional, o FC Porto chagou à vantagem, graças a um golo de Soares, aos 40 minutos, mas Danilo, na própria baliza, empatou a partida (45). No prolongamento, Bas Dost (101) colocou os 'leões' na frente, e o troféu só não caiu logo nas mãos do Sporting porque Felipe premiou a insistência do FC Porto com um golo nos desconstos (120+1) e levou a decisão para as grandes penalidades.

Soares, Danilo, Adrián López e Hernâni marcaram para o FC Porto, com Pepe a atirar à barra e Fernando Andrade a permitir a defesa a Renan. No lado do Sporting, Bruno Fernandes, Mathieu, Raphinha, Coates e Luiz Phellype apontaram os penáltis, e só Bas Dost falhou.

As duas formações, que não se encontravam na final da Taça de Portugal desde 2007/08 (vitória dos ‘leões’ por 2-0, após prolongamento), começaram o jogo a um ritmo alto e com boas oportunidades para cada lado.

A primeira ocasião flagrante pertenceu ao conjunto portista, aos seis minutos, após corte defeituoso, de cabeça, de Bruno Gaspar, com a bola a sobrar para Otávio, mas Renan parou o remate com uma enorme defesa.

Poucos minutos depois, foi a vez do Sporting se aproximar com perigo da baliza de Vaná, que defendeu um ‘tiro’ de longa distância de Bruno Fernandes e, logo de seguida, viu um remate de Raphinha passar a escassos centímetros do poste esquerdo.

Aos 23 minutos, após lance aéreo na área sportinguista em que Mathieu, pressionado por Soares, não conseguiu afastar a bola da zona de perigo, Marega aproveitou um ressalto e disparou para o fundo das redes, mas Jorge Sousa, com recurso ao videoárbitro, acabou por anular o golo por fora de jogo do maliano.

Na sequência de um livre direto encostado ao corredor esquerdo e que encontrou Herrera ao segundo poste, o mexicano cruzou para Soares, que, de cabeça, inaugurou o marcador a favor da equipa portista.

Contudo, a vantagem dos ‘dragões’ não durou muito. Gudelj encontrou Acuña em boa posição na esquerda, com o argentino a assistir Bruno Fernandes, que, à entrada da área e com um remate forte, acabou por ter sorte e viu a bola ser desviada em Danilo e tomar a direção da baliza.

No segundo tempo, o FC Porto foi superior à formação verde e branca, mas Soares, ‘seta’ apontada à baliza de Renan, mostrou-se displicente, atirando ao poste à passagem do minuto 48.

O FC Porto, muito ativo no ataque, impedia o Sporting de implementar o seu jogo e foi colocando, por diversas vezes, a equipa ‘leonina’ em alerta, o que obrigou Marcel Keizer a substituir Bruno Gaspar por Tiago Ilori, para consolidar o ‘muro’ defensivo.

O técnico holandês não estava satisfeito e, com a troca de Diaby por Bas Dost, mostrou vontade em ter mais presença na área adversária, embora apenas por uma vez, por intermédio de Wendel (76), o Sporting tenha chegado timidamente ao último terço.

Num último esforço para impedir o prolongamento, um remate atabalhoado de Manafá, após alívio na área ‘leonina’, encontrou Danilo, que desviou para a baliza e levou a bola embater no poste.

No prolongamento, foi mesmo a formação sportinguista a chegar à vantagem, aos 101 minutos, por Bas Dost, que aproveitou um cruzamento de Acuña e um corte deficiente de Felipe para colocar os adeptos sportinguistas em delírio.

Sérgio Conceição tinha de arriscar e as três soluções atacantes no banco de suplentes (Adrián López, Hernâni e Fernando Andrade) entraram em jogo, para os lugares de Marega, Éder Militão e Alex Telles, enquanto Keizer colocou Jefferson no lugar de Wendel, de forma a tentar suster o ímpeto ofensivo dos ‘dragões’.

O conjunto ‘azul e branco’ tentava chegar, com desespero, ao empate, e acabou por consegui-lo na última jogada do prolongamento, por Felipe, que encostou de cabeça após assistência, também de cabeça, de Adrián López.

Na lotaria das grandes penalidades, o Sporting voltou a ser mais forte, repetindo o feito conseguido na Taça da Liga, também frente ao FC Porto (1-1, 3-1 nos penáltis).


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