Mais dois arguidos ouvidos hoje no processo "Face Oculta"


 

Lusa/Ao On line   Nacional   11 de Nov de 2009, 05:08

O Juíz de Instrução Criminal de Aveiro vai ouvir hoje mais dois arguidos do processo Face Oculta, como anunciou o juiz presidente da Comarca do Baixo Vouga, Paulo Brandão, admitindo que um deles poderá ser João Godinho.

O arguido João Godinho é filho do empresário Manuel José Godinho, principal suspeito do caso Face Oculta e que se encontra em prisão preventiva.

A PJ desencadeou a 28 de Outubro a operação Face Oculta em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel José Godinho.

No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e 15 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, ex-ministro socialista e vice-presidente do BCP (que suspendeu as funções), José Penedos, presidente da REN-Redes Eléctricas Nacionais, e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.

Um administrador da Indústria de Desmilitarização da Defesa (IDD) também foi constituído arguido no processo Face Oculta.

Desde 30 de Outubro, aquando do início dos interrogatórios judiciais, um arguido foi colocado em prisão preventiva (o empresário Manuel José Godinho) e três outros foram suspensos de funções: Manuel Guiomar, quadro da Refer, Mário Pinho, funcionário da Repartição de Finanças de São João da Madeira, e José Lopes Valentim, também quadro da Refer-Rede Ferroviária Nacional.

O Juízo de Instrução Criminal do Baixo Vouga indiciou terça-feira o arguido da Face Oculta Namércio Cunha pelos crimes de associação criminosa e corrupção activa, obrigando-o a pagar uma caução de 25 mil euros.

Segundo o juiz presidente da comarca, Namércio Cunha é suspeito de ter praticado um crime de associação criminosa e outros dois de corrupção activa para acto ilícito.

Segundo a investigação, Namércio Cunha estabelecia a ponte entre o principal arguido do processo, Manuel José Godinho, e a REN-Redes Eléctricas Nacionais, empresa dirigida por José Penedos.


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