Mais de 40 mortos em ataque contra último reduto do Estado Islâmico na Síria

Mais de 40 mortos em ataque contra último reduto do Estado Islâmico na Síria

 

Lusa/Ao online   Internacional   26 de Jan de 2019, 18:18

Pelo menos 42 pessoas, entre combatentes do grupo Estado Islâmico (EI) e civis, foram mortos este sábado num ataque com mísseis contra o último reduto jihadista no leste da Síria, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os mísseis de curto alcance foram disparados na sexta-feira à noite, pela coligação internacional anti-jihadista liderada por Washington, que apoia os combatentes curdos e árabes das Forças Democráticas da Síria (FDS), assegurou o OSDH.

Face à investida das FDS, que continuam a avançar no terreno há vários meses, o EI mantém apenas algumas aldeias e terrenos agrícolas no leste da Síria, não muito longe da fronteira com o Iraque, de acordo com o OSDH.

O ataque de sexta-feira visou um setor ainda controlado pelo EI, perto da aldeia de Baghouz, onde foram atingidas casas e morreram 42 pessoas, incluindo 29 jihadistas, segundo o diretor do Observatório, Rami Abdel Rahman.

"É a partir desta área que são lançados os contra-ataques do EI", acrescentou.

Entre as vítimas estão também 13 civis, incluindo sete sírios da mesma família, parentes de um combatente jihadista, disse o diretor do Observatório. Os outros seis civis são cidadãos iraquianos.

Entretanto a Síria pediu à Turquia para retirar as suas tropas do norte do país e acabar com o apoio aos grupos armados da oposição, ressuscitando um acordo de segurança bilateral com duas décadas.

A Rússia encorajou a Turquia e a Síria a reatarem o tratado de 1998 para lidar com questões de segurança ao longo das fronteiras partilhadas, na sequência da planeada retirada das tropas norte-americanas do norte da Síria.

A Turquia defende que o tratado lhe concede o direito de entrar na Síria, justificando a mobilização de tropas no país e uma possível nova ofensiva destinada a expulsar a milícia curda síria que Ancara considera uma ameaça.

A Rússia afirma que Damasco deve recuperar o controlo dos territórios depois de as tropas dos Estados Unidos se retirarem e pediu à Turquia que dialogue com o governo sírio para estabilizar as áreas fronteiriças.




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