Saúde

Mais de 35 mil doentes recusam vales para cirurgia

Mais de 35 mil doentes recusam vales para cirurgia

 

Lusa / AO online   Nacional   16 de Nov de 2007, 15:51

O Ministério da Saúde vai mandar averiguar as razões que levaram mais de 35 mil doentes que receberam vales para cirurgia a recusar a operação na unidade de saúde que lhes foi indicada.
A secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Carmen Pignatelli, revelou hoje no Parlamento que das 164 mil pessoas inscritas nas listas de espera a quem foram entregues vales para cirurgia, 22 por cento não quiseram realizar a operação no local indicado.
"Pedi ao coordenador do SIGIC (Sistema de gestão dos utentes inscritos para cirurgia) que analisasse as causas que levam a recusas na ordem dos 22 por cento", afirmou Carmen Pignatelli, em resposta a uma questão levantada pelo deputado do Bloco de Esquerda João Semedo.
Mesmo antes desta análise, a governante admite que algumas das razões tenham a ver com o facto de as pessoas preferirem adiar a cirurgia a serem deslocadas para outros hospitais que não os de referência.
Na sua intervenção inicial na comissão parlamentar conjunta de orçamento e saúde, o ministro Correia de Campos revelou que houve uma redução de 38 mil casos em lista de espera para cirurgia em três anos. Em 2005 havia 226 mil pacientes inscritos e em 2007 o valor era de 203 mil.
Na lista para a cirurgia para os tumores malignos, a mediana do tempo de espera reduziu de 2,7 meses em 2005 para 1,57 meses em Setembro deste ano.
A secretária de Estado prometeu "toda a atenção" para os tempos de espera mais longos: "vamos trabalhar quase caso a caso na lista que vai além do espaço de tempo razoável".
Também no acesso à primeira consulta de especialidade hospitalar, o Ministério da Saúde diz que a evolução é positiva, fazendo-se agora mais de 1,12 milhões destas consultas por ano, comparando com 2004.
Este aumento teve por base um projecto que está a ser desenvolvido, denominado "Consulta a tempo e horas", que já está presente em mais de 100 centros de saúde e em 30 a 40 hospitais.
Este projecto possibilita que uma consulta de especialidade num hospital possa ser marcada via electrónica num centro de saúde e prevê que se dê prioridade em termos clínicos, em vez de se seguir apenas a ordem de chegada das marcações.
Para as primeiras consultas também está a ser desenvolvida uma base de dados com listas de inscritos por hospital, especialidade e tempo de espera.
Apesar desta evolução, Correia de Campos reconhece que as listas de espera para consulta de especialidade ainda têm "valores inaceitáveis", sobretudo nos casos de otorrino, oftalmologia e urologia.
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