Luís Franco-Bastos diz-se "Consciente" da boa fase que vive o humor português

Luís Franco-Bastos diz-se "Consciente" da boa fase que vive o humor português

 

Lusa/AO Online   Cultura e Social   8 de Mar de 2019, 13:23

Luís Franco-Bastos apresenta, esta sexta-feira, o espetáculo "Consciente" na ilha do Faial, e à agência Lusa vincou o bom momento do humor nacional, mas admitiu que o fenómeno trouxe também alguns que não só não gostam como "adoram odiar".

"Consciente", o mais recente espetáculo de 'stand-up' do humorista, está na estrada desde janeiro, e Franco-Bastos atua esta sexta-feira e na próxima semana nos Açores, primeiro na Horta e depois, a 16 e 17 de março, em São Miguel e na Madalena do Pico - pelo meio há ainda um espetáculo em Coimbra, no dia 15.

Nas sessões do humorista, a "percentagem de improviso é bastante reduzida", admite, deixando o autor contudo uma garantia sobre uma passagem que não faltará nos espetáculos no arquipélago açoriano: "É impossível vir aqui e não relatar a minha experiência com a SATA", confidencia, entre risos.

Luís Franco-Bastos, que já leva mais de dez anos de carreira, tornou-se conhecido pelas suas imitações de figuras públicas, sendo a capacidade do seu aparelho vocal ainda hoje o que mais o caracteriza, embora nos últimos anos, "e de forma faseada", os segmentos de imitações sejam cada vez menores nas suas atuações.

"Honestamente não achei que fosse um risco assim tão grande ir tendo menos imitações, até porque essa transição foi feita de forma gradual. Sempre fui acreditando que estava no caminho certo. O essencial é sempre oferecer algo que tenha qualidade, se as pessoas se rirem no espetáculo no final não vão pensar no que faltou ou havia menos, vão falar do que se riram", conta.

Humorista, ator e locutor, Luís Franco-Bastos desenvolve também, em conjunto com Pedro Teixeira da Mota, um programa no YouTube intitulado "Erro Crasso", que já teve como convidados nomes como Herman José, Toy, César Mourão ou Salvador Martinha.

A presença na Internet, assume, é essencial no contacto com o público mais jovem, e foi na rede que se deu "o verdadeiro crescimento do mercado humorístico", com vários projetos de colegas seus.

Contudo, e apesar "das portas abertas a muita gente, inclusive aos que já cá estavam", houve "mais holofotes" sobre a sua profissão e também "algum lado negativo", nomeadamente críticas de "alguns que nem sequer não gostam, mas que adoram odiar".

O espetáculo "Consciente" segue em digressão até final de maio, passando ainda por Alcobaça, Lamego, Faro, Lisboa, Porto, Madeira e Portalegre, é interrompido no verão mas terá novas datas na reta final do ano.



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