Açoriano Oriental
Eleições regionais
Luís Fazenda quer intervenção do Estado para combater desigualdades sociais
O líder da bancada do Bloco de Esquerda (BE) na Assembleia da República defendeu uma maior intervenção do Estado no mercado financeiro, para combater também as “desigualdades sociais” no país.

Autor: Lusa / AO online
Luís Fazenda, que visitou a Escola Profissional da Horta, no âmbito da campanha para as eleições legislativas de domingo, adiantou que o Estado não deve estar apenas preocupado com os bancos e com as empresas de seguros.

    “O Estado intervêm hoje para salvar bancos e para salvar companhias de seguros, mas terá de intervir também, no futuro, para combater as desigualdades sociais”, salientou o dirigente do BE.

    O líder parlamentar lembrou que, apesar da intervenção do Estado, os cidadãos continuam a passar dificuldades perante o aumento das taxas de juro no crédito à habitação.

    “O que nós pretendemos é que o Estado intervenha, não só para assegurar as condições gerais da economia, mas que intervenha novamente para que, a pouco e pouco, possa garantir uma maior igualdade social”, sublinhou.

    Durante a campanha na ilha do Faial, a líder do Bloco de Esquerda/Açores lamentou a falta de “compostura” de Carlos César, que, perante as críticas dos bloquistas sobre a alegada ausência de estudos e projectos na construção de uma estrada em São Miguel, respondeu com “impropérios”.

    “O que nós queremos saber é onde está o estudo técnico e o estudo de impacto ambiental das obras da Fajã do Calhau, e onde é que está o orçamento e o projecto desta obra”, questionou Zuraida Soares, considerando que aquela intervenção constitui um atentado ambiental.

    A dirigente do BE/Açores alertou, ainda, que muitos jovens que terminaram os cursos nas escolas profissionais da região estão a abandonar as ilhas por falta de condições de trabalho.

    “São tratados, ao nível do mercado de trabalho, com horários e salários miseráveis, que nada têm a ver com a qualificação que adquiriram nestas escolas”, sublinhou Zuraida Soares, para quem “é preciso obrigar o mercado de trabalho a tratar em condições os jovens que saem das escolas profissionais”.
 
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