Eleições regionais

Luís Fazenda quer intervenção do Estado para combater desigualdades sociais


 

Lusa / AO online   Regional   13 de Out de 2008, 21:36

O líder da bancada do Bloco de Esquerda (BE) na Assembleia da República defendeu uma maior intervenção do Estado no mercado financeiro, para combater também as “desigualdades sociais” no país.
Luís Fazenda, que visitou a Escola Profissional da Horta, no âmbito da campanha para as eleições legislativas de domingo, adiantou que o Estado não deve estar apenas preocupado com os bancos e com as empresas de seguros.

    “O Estado intervêm hoje para salvar bancos e para salvar companhias de seguros, mas terá de intervir também, no futuro, para combater as desigualdades sociais”, salientou o dirigente do BE.

    O líder parlamentar lembrou que, apesar da intervenção do Estado, os cidadãos continuam a passar dificuldades perante o aumento das taxas de juro no crédito à habitação.

    “O que nós pretendemos é que o Estado intervenha, não só para assegurar as condições gerais da economia, mas que intervenha novamente para que, a pouco e pouco, possa garantir uma maior igualdade social”, sublinhou.

    Durante a campanha na ilha do Faial, a líder do Bloco de Esquerda/Açores lamentou a falta de “compostura” de Carlos César, que, perante as críticas dos bloquistas sobre a alegada ausência de estudos e projectos na construção de uma estrada em São Miguel, respondeu com “impropérios”.

    “O que nós queremos saber é onde está o estudo técnico e o estudo de impacto ambiental das obras da Fajã do Calhau, e onde é que está o orçamento e o projecto desta obra”, questionou Zuraida Soares, considerando que aquela intervenção constitui um atentado ambiental.

    A dirigente do BE/Açores alertou, ainda, que muitos jovens que terminaram os cursos nas escolas profissionais da região estão a abandonar as ilhas por falta de condições de trabalho.

    “São tratados, ao nível do mercado de trabalho, com horários e salários miseráveis, que nada têm a ver com a qualificação que adquiriram nestas escolas”, sublinhou Zuraida Soares, para quem “é preciso obrigar o mercado de trabalho a tratar em condições os jovens que saem das escolas profissionais”.

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