Luís Amado intervém em reunião sobre o Iraque

Luís Amado intervém em reunião sobre o Iraque

 

Lusa / AO online   Internacional   2 de Nov de 2007, 11:05

O presidente do conselho de ministros da União Europeia (UE), Luís Amado, desloca-se sábado à Turquia para participar na reunião internacional sobre o Iraque a decorrer em Istambul, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
   
Luís Amado, que chega a Istambul sexta-feira à noite, vai intervir na reunião ministerial sobre o Iraque, em nome da UE, e participar em todas as sessões de trabalho da conferência, iniciada hoje ao nível de altos funcionários e que prossegue sábado ao nível de ministros dos Negócios Estrangeiros.
À margem, o presidente do conselho de ministros da UE e chefe da diplomacia portuguesa tem previstos encontros com o presidente turco, Abdullah Gul, com o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, de partida para uma visita oficial aos Estados Unidos, e com o seu homólogo, Ali Babacan.
Luís Amado tem igualmente previsto um pequeno-almoço de trabalho com a comissária europeia para as Relações Externas, Benita Ferrero-Waldner.
A participação da presidência da UE na reunião de Istambul acrescenta peso político à representação europeia num encontro que deverá ser dominado pela recente ameaça turca de lançar uma incursão militar no Curdistão iraquiano (norte) para aniquilar as bases do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, separatista).
O grupo, considerado uma organização terrorista pela Turquia mas também pela UE e pelos Estados Unidos, tem multiplicado nos últimos meses atentados lançados do norte do Iraque contra as forças militares turcas, no âmbito da luta armada que trava desde 1984 pela independência do Curdistão turco (sudeste da Anatólia).
Depois de ordenar, na Primavera, a concentração de forças militares - actualmente mais de 100.000 - na zona fronteiriça, o governo turco conseguiu em Outubro uma autorização do Parlamento para, caso seja necessário, invadir o Curdistão iraquiano para aniquilar as bases do PKK nesse território que, segundo cálculos do governo de Ancara, abrigam já mais de 3.500 guerrilheiros.
A presidência portuguesa da UE tem defendido, como a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu, que a Turquia tem de ser apoiada nos seus esforços para combater o terrorismo e proteger a sua população, mas que deve dar mostras de contenção e procurar resolver o problema através do diálogo e da cooperação com o governo de Bagdad.
A reunião de Istambul junta representantes dos países vizinhos do Iraque - Turquia, Irão, Kuwait, Arábia Saudita, Bahrain, Jordânia e Síria - e do próprio Iraque, assim como a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
Além disso, foram convidados os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Rússia, França, Reino Unido e China, além dos Estados Unidos), os países do G-8 (Japão, Alemanha, Itália e Canadá, além dos Estados Unidos, Rússia, França e Reino Unido) e representantes da Liga Árabe e da Organização da Conferência Islâmica.
O objectivo é, no âmbito do esforço para encontrar soluções regionais para os problemas do Iraque, estimular a procura de soluções pelos três grupos de trabalho criados na anterior reunião, realizada em Maio em Charm El-Cheikh (Egipto), para as três grandes áreas que afectam a segurança e a estabilidade do Iraque: refugiados e deslocados, segurança das fronteiras e energia.

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