Lucro da PT sobe 27% nos primeiros nove meses


 

Lusa/AO   Economia   14 de Nov de 2007, 07:26

Os resultados líquidos da Portugal Telecom (PT) subiram 27,2 por cento nos primeiros nove meses deste ano, face a igual período de 2006, para 670,1 milhões de euros, registando uma evolução acima do esperado pelo mercado.
Os analistas estimavam, em média, que o lucro da maior operadora portuguesa de telecomunicações tivesse subido 11,1 por cento, para 586 milhões de euros.

    Em comunicado divulgado hoje através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a PT explica que a evolução dos resultados se deveu ao bom desempenho operacional, com os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) a crescerem 11,8 por cento, para 1.725,7 milhões de euros.

    Os resultados da empresa presidida por Henrique Granadeiro beneficiaram, também, de 134,9 milhões de euros de extraordinários, justificados, principalmente, pela venda da participação de 22 por cento na Africatel, a holding que controla todos os negócios da PT em África (excluindo a Medi Telecom).

    As receitas operacionais consolidadas cresceram 5,7 por cento, para 4.530,7 milhões de euros, registando uma aceleração deste indicador no terceiro trimestre, com um ritmo de expansão de 6,5 por cento.

    A PT refere que esta evolução foi “impulsionada pelo crescimento na Vivo, TMN e outros negócios [consolidação de subsidiárias]”.

    As receitas operacionais da operadora de telecomunicações móveis brasileira Vivo, cujo controlo a PT partilha com a espanhola Telefónica, cresceram 13,8 por cento, devido “ao crescimento contínuo do número de clientes e do ARPU [receitas médias por cliente]”.

    As receitas operacionais da operadora de telefonia móvel portuguesa TMN subiram 1,3 por cento, com o “contínuo crescimento” da base de clientes, especialmente nos serviços “pós-pagos e de acesso à Internet em banda larga”.

    “Excluindo o impacto negativo dos cortes nas taxas de terminação [o que uma operadora paga pelas chamadas da sua rede para a de outra operadora], as receitas operacionais teriam subido 2,6 por cento”, nota a PT.

    A operadora estima que o impacto do corte das taxas de terminação tenha sido de 14,2 milhões, nos três primeiros trimestres do ano.

    Na rede fixa, as receitas operacionais caíram 5,7 por cento, para 1.477 milhões de euros, devido à erosão verificada na base de clientes e no tráfego, que não é compensada pelo crescimento dos acessos à Internet em banda larga.

    No entanto, o EBITDA da rede fixa cresceu 0,7 por cento, para 726 milhões de euros, traduzindo uma redução de custos da ordem dos 11 por cento.

    No último trimestre completo em que a PT Multimédia contribui para o lucro da PT, a líder da televisão por cabo foi responsável por 40,9 milhões de euros do lucro, já descontando os 18 milhões de euros de custos com a separação das empresas (“spin-off”).
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.