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Livre diz que é necessário mais investimento nas cooperativas

O porta-voz do partido Livre nos Açores, José Azevedo, disse que o setor cooperativo deve ser o principal destaque na economia da região, considerando que é necessário mais investimento e que devem ser criadas parcerias de expansão.

Livre diz que é necessário mais investimento nas cooperativas

Autor: Lusa/AO Online

“Precisamos de investimento externo nessas empresas e precisamos do apoio do Governo [Regional]”, referiu o cabeça de lista pelos círculos eleitorais de São Miguel e compensação às eleições de 25 de outubro, em declarações à agência Lusa, ao nono dia de campanha.

De acordo com o dirigente, o Livre pretende mudar o paradigma económico nos Açores.

“Nós entendemos que a ênfase da economia deve ser no setor cooperativo, no setor da economia solidária. […] Esse setor deve ser claramente privilegiado e, portanto, as nossas ações de rua – de campanha – são basicamente visitas a cooperativas”, salientou.

O também professor universitário na área da biologia e ecologia explicou ainda a importância das cooperativas agrícolas no arquipélago, ressalvando que o Governo Regional deve apoiar o setor.

“As cooperativas e a economia solidária, em particular, lidam no mercado com empresas que não têm as preocupações sociais e ambientais, e as cooperativas e a economia solidária têm. É uma luta desigual”, recordou, adiantando que o Governo Regional deve procurar introduzir o setor cooperativo no mercado.

A iniciar a segunda semana de campanha, o Livre prepara-se para debater os sistemas monetários, com uma série de ‘webinars’ (seminários através da Internet).

“A ideia de termos apostado no ‘online’ tem a ver claramente com esta situação da covid-19, mas tem também a ver com o facto de ser um método de contribuir para o esclarecimento do eleitores mais profundamente sobre as nossas propostas”, indicou, acrescentando que hoje serão discutidos os sistemas monetário complementares com Felipe Alves, investigador do CE3C, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

O Livre concorre a três círculos nas legislativas regionais – além de José Azevedo, apresenta o programador informático Nuno Rolo na ilha Terceira.

As legislativas dos Açores contemplam 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, caom 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.


 
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