Líder do PS/Açores defende plano de contingência para apoiar agricultores

O líder do PS/Açores, Francisco César, defendeu a criação de um plano de contingência para o setor agrícola para mitigar o impacto da inflação, defendendo a transferência das verbas já previstas para apoiar os agricultores



“Vivemos numa circunstância do ponto de vista da conjuntura externa que está também a ter efeitos na região. O custo de vida está a aumentar para as famílias, mas também para os empresários agrícolas, nomeadamente com o aumento dos combustíveis e dos fertilizantes, ou seja, todos os fatores de produção”, afirmou Francisco César.

O líder regional do PS, também deputado à Assembleia da República, falava à margem de uma reunião com a Federação Agrícola dos Açores, na Ribeira Grande, na ilha de São Miguel.

Para Francisco César, quando há uma circunstância complicada do ponto de vista externo, a região “deve preparar respostas concretas”, assinalando como prioridade a criação de um plano de contingência.

“Acho que o Governo Regional [PSD/CDS-PP/PPM] deve preparar um plano de contingência para acautelar exatamente todos estes fatores”, vincou Francisco César.

Entre as medidas propostas, destaca-se a necessidade de impedir que o aumento do combustível tenha impacto direto nos custos de produção agrícola, nomeadamente através da contenção do preço do gasóleo agrícola.

O dirigente regional socialista defendeu ainda que o executivo açoriano deve “exigir ao Governo da República” o cumprimento das verbas inscritas no Orçamento do Estado.

Segundo explicou, estão por transferir para os Açores cerca de 22 a 23 milhões de euros já inscritos no Orçamento do Estado e destinados ao setor agrícola açoriano.

“Se cada um cumprir com aquilo que está previsto, isso já permitirá ajudar os agricultores a enfrentar este período difícil”, sustentou.

O líder do PS/Açores apontou ainda que existem também verbas previstas no orçamento regional que "continuam por pagar", incluindo apoios às associações agrícolas.

Francisco César garantiu que irá, enquanto deputado à Assembleia da República, pressionar para que estas verbas cheguem à região.

“O Governo Regional deve deixar o silêncio e exigir que estes cerca de 23 milhões de euros sejam transferidos. Só isso já ajuda muito os agricultores a fazerem face ao aumento dos custos”, afirmou o líder do PS/Açores.

Apesar de lembrar que o setor agrícola teve um bom ano em 2024, Francisco César alertou que a realidade atual é inversa, com "custos a subir e a economia a desacelerar".

Segundo disse, os governos não conseguem resolver todos os problemas, mas devem “minorar as contingências e potenciar as perspetivas positivas”.

"É fácil ter prioridades e cortar no acessório. Temos de ter coragem de fazer reformas", reforçou, apelando também a reformas estruturais nas áreas da saúde e da educação.

Para Francisco César, “o Governo tem de definir prioridades, apostar na eficiência e na economia".

"É preciso atrair investimento externo e modernizar o setor agrícola com os programas disponíveis”, acrescentou.

O líder do PS/Açores defendeu também uma estratégia de médio prazo assente na valorização da produção agrícola, incentivando a transformação e o aumento do valor acrescentado dos produtos regionais.

Francisco César alertou, igualmente, para atrasos na execução de fundos comunitários, designadamente no PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) e no PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum), afirmando que “os Açores não podem deixar de ser uma região de referência na execução de fundos”.


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