Açoriano Oriental
Líder do CDS diz que são precisas “leis mais apertadas” no combate à corrupção

O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, disse esta sexta feira que é preciso adotar uma "nova atitude ética na política" e criar "leis mais apertadas" e implementar uma "fiscalização implacável" no combate à corrupção.

Líder do CDS diz que são precisas “leis mais apertadas” no combate à corrupção

Autor: AO Online/ Lusa

Questionado pela agência Lusa sobre a acusação ao ex-banqueiro Ricardo Salgado, o líder do CDS-PP defendeu ser necessário "deitar abaixo este sistema viciado", com uma "nova atitude ética na política".

Francisco Rodrigues dos Santos prosseguiu defendendo a criação de "leis mais apertadas no combate à corrupção", pedindo uma "mão firme da justiça" e uma "fiscalização implacável" de mofo a "recompor o elevador social".

"Portugal tem de uma vez por todas virar a página dos donos disto tudo. Seja no mundo das finanças, seja no mundo da política, porque os portugueses já pagaram muito caro por isso", afirmou.

Rodrigues dos Santos falava após uma reunião com a Associação Agrícola de São Miguel, integrada na visita do líder do CDS aos Açores.

O presidente do CDS destacou que o partido é "herdeiro" de uma "atitude de limpeza do próprio sistema", salientando que foi o governo liderado por Pedro Passos Coelho e do qual o CDS fez parte, que "soube dizer que não ao dono disto tudo", afirmou, referindo-se a Ricardo Salgado.

O Ministério Público acusou na terça-feira 18 pessoas e sete empresas por vários crimes económico-financeiros e algumas das quais por associação criminosa, no processo Banco Espírito Santo/Universo Espírito Santo, em que a figura central é o ex-banqueiro Ricardo Salgado.

Francisco Rodrigues dos Santos pediu também um "reforço do quadro sancionatório de penas para quem desobedece" aos agentes de autoridade durante o "período de calamidade", assinalando que, até a Abril e em comparação com o ano anterior, as agressões a agentes de autoridade aumentaram.

"O CDS é muito claro. Tem de haver tolerância zero com bandos de arruaceiros e a gangues que impunemente tem tomado conta das nossas praias, das nossas ruas e dos nossos bairros", disse.

Por ocasião da reunião com os agricultores açorianos, Francisco Rodrigues dos Santos salientou que o partido defende uma política de "patriotismo económico", que se aplica a "todos os setores produtivos", e que pretende uma "aposta radical" no consumo de produtos nacionais.

O presidente do CDS destacou que a agricultura é a "principal actividade económica" dos Açores e defendeu a eliminação do imposto dos pagamentos por conta.

"É fundamental eliminar os pagamentos por conta. O estado não tem de ser um estorvo, um complicador, um obstáculo à atividade económica que é feita na lavoura", disse.

O líder do CDS mostrou ainda confiança que o partido irá "surpreender" nas próximas eleições regionais deste ano, uma vez que os açorianos "vão saber compensar o CDS pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos quatro anos".

Francisco Rodrigues dos Santos elogiou o presidente do CDS/Açores Artur Lima, considerando-o um "político de primeira água" que "esteve sempre à altura do superior interesse dos Açores".

O líder regional do CDS, Artur Lima, destacou que a agricultura é "setor basilar" da economia dos Açores, realçando ser necessário "dar valor aos produtos" açorianos "todos os dias" e "não apenas numa festa anual".

"É preciso investir e muito no nosso setor primário. Coisa que o governo regional não tem sabido fazer. A não ser umas festarolas de vez em quando e umas BTL anuais", concluiu.


 
PUB
Regional Ver Mais
Cultura & Social Ver Mais
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.