Líder de empresários diz que economia açoriana está “nos corredores das urgências”

O presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD), Mário Fortuna, considerou que a economia regional está “nos corredores das urgências”, devido aos seus problemas estruturais, agravados com a pandemia da Covid-19.



Mário Fortuna declarou que a pandemia “veio exacerbar alguns dos problemas" que a CCIPD tinha identificado, estando a economia “nos corredores das urgências, não se tendo chegado ainda ao tratamento devido”.

Fortuna falava durante uma videoconferência subordinada ao tema “Plano de Recuperação Económica – Oportunidades e Desafios para os Açores”, promovida pela Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, no âmbito do seu 185.º aniversário.

O dirigente associativo disse que “infelizmente os recursos tardam a chegar”, mas está “animado por haver um novo quadro comunitário de apoio que entrará em vigor muito em breve, acoplado com o plano de recuperação que foi visado pela União Europeia”.

Mário Fortuna, a par destes novos recursos, está a contar com “políticas novas” e, o facto de haver um novo governo nos Açores, “permite perspetivar algumas opções que são urgentes, necessárias”.

Para o também economista e professor universitário, o “grande objetivo é recuperar a normalização na área da saúde, porventura uma saúde nova e equilibrada para novas exigências”, a par da recuperação do emprego sustentável, dispensando medidas como o ‘lay-off’ e outras que estão a combater o desemprego.

O presidente da CCIPD quer “criar uma base económica mais sólida, tratando dos pilares da economia, alguns dos quais necessitando de reforço para não caírem, havendo que acrescentar outros novos” como a investigação, além da agricultura, das pescas e do turismo.

“Nos objetivos intermédios, e é nesses que temos de atuar imediatamente, é preciso amparar a queda da economia, alterando o mais possível para que não haja uma desestruturação da qual seja quase impossível recuperar”, declarou o líder dos empresários.

Mário Fortuna entende que se deve também trabalhar no “relançamento da economia” para além da pandemia, uma vez que a história revela que “as pandemias não duraram para sempre e tiveram intensidades diferentes”.

Outras das metas em que o dirigente da CCIPD entende que se deve trabalhar é na “resiliência da economia, aprendendo com as fragilidades em que se foi apanhado na situação corrente”.


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