“Alguns dos partidos com assento na Assembleia Regional têm a capacidade de propor moções de censura e moções de confiança. E entendemos que o momento é disso mesmo. Já não estamos num momento de debates de urgência, nem sequer de comissões de inquérito parlamentar”, afirmou o líder do JPP/Açores, Carlos Furtado, em conferência de imprensa, na sede regional do partido, na Lagoa, São Miguel.
O dirigente, cujo partido não tem assento no parlamento regional, considerou que a atuação do executivo e os “casos e casinhos” que têm surgido “são matéria mais do que suficiente para [a apresentação de] moções de confiança e moções de censura”.
“Desafiamos os partidos com responsabilidade na Assembleia Regional e que têm capacidade para o fazer, para se chegarem à frente”, disse, referindo-se ao PS e ao Chega.
Carlos Furtado garantiu que, caso o JPP estivesse na condição desses partidos, era o que faria: “Não hesitaríamos em apresentar uma moção, neste caso de censura, à atual situação do Governo Regional dos Açores, porque entendemos que, acima de tudo, a região não é feita para ser gerida politicamente”.
O Coordenador Regional do JPP/Açores não acredita que os partidos da oposição apresentem uma moção de censura ao executivo liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro, porque “não têm a audácia suficiente para o fazer”.
“Preferem jogar no deixa andar, porque não querem eleições, porque têm medo dos resultados eleitorais que podem advir dessa situação”, justificou.
Ainda assim, admitiu que, “um dia, vai surgir a moção de censura, mas já tarde”, lembrando que também propôs há cerca de seis meses uma comissão de inquérito parlamentar, por causa do incêndio no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, que só agora foi apresentada.
Carlos Furtado também criticou o executivo e os partidos da oposição, pela “ineficaz solução encontrada para o restabelecimento” do maior hospital do arquipélago.
