Jornalistas despedidos pela TVI já pediram subsídio de desemprego


 

Lusa/AO online   Economia   19 de Dez de 2007, 17:11

A maioria dos 14 jornalistas da Emprin, que produzia o noticiário da TVI na Região Centro e cessou a actividade no dia 30 de Novembro, requereram já os subsídios de desemprego, disse hoje um dos trabalhadores à agência Lusa.
 Além dos 14 jornalistas, uma contabilista e uma funcionária administrativa da produtora de Coimbra, que trabalhava em exclusivo para a TVI, ficaram também no desemprego.

    Aquela fonte disse hoje que, pelo menos, 12 jornalistas recorreram ao fundo de desemprego, depois de a administração da Empresa Produtora de Notícias (Emprin) ter emitido as cartas de despedimento que permitem aceder a esse apoio do Estado.

    Confirmando que uma delegação dos jornalistas reuniu-se no início de Dezembro com o director de informação da TVI, João Maia Abreu, e outros responsáveis da empresa para discutir a situação, revelou que os ex-trabalhadores da Emprin não obtiveram uma resposta que acolhesse o seu projecto de passarem eles próprios a produzir o serviço para a estação televisiva no Centro do país.

    Segundo a fonte, nas últimas três semanas, este trabalho tem sido assegurado por equipas que a TVI tem sedeadas em Lisboa, Porto e Vila Real.

    Os responsáveis da TVI, sublinhou, comunicaram então aos subscritores do projecto de colaboração que estavam a analisar outras propostas com o mesmo objectivo.

    "Disseram que iriam avaliar todas as outras propostas que tinham em cima da mesa e escolher a mais vantajosa", declarou o ex-trabalhador da Emprin.

    Esta empresa, com 14 jornalistas e mais duas funcionárias, assegurava a presença da TVI em cinco distritos da Região Centro: Aveiro, Coimbra, Viseu, Guarda e Castelo Branco.

    A fonte confirmou que a Emprin não liquidou até hoje o salário de Novembro, o subsídio de Natal e parte de alguns subsídios de férias de 2007.

    A Emprin anunciou a suspensão de actividade no dia 30 de Novembro, alegando falta de dinheiro para pagar aos trabalhadores.

    No dia seguinte, a informação foi confirmada à Lusa pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas (SJ), Alfredo Maia, que disse estar a "acompanhar a par e passo" a situação e a fazer "um esforço no sentido de assegurar" os direitos dos jornalistas.

    No mesmo dia, a TVI comunicou à redacção, por nota interna, que os trabalhos informativos naqueles distritos do Centro passariam a ser realizados com meios instalados noutras cidades, enquanto não fosse encontrada outra solução.

    O desequilíbrio financeiro da Emprin, liderada por Figueiredo Rodrigues, já tinha sido denunciado em Abril do ano passado pelo SJ, quando este alertou para a existência de salários em atraso.

    Nestas três semanas, Figueiredo Rodrigues e a administração da TVI não se mostraram disponíveis para fazer declarações sobre este conflito laboral.

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