Jornadas parlamentares do PSD encerram hoje com intervenção da líder Manuela Ferreira Leite


 

Lusa/AO On line   Nacional   24 de Nov de 2009, 05:29

A presidente social-democrata, Manuela Ferreira Leite, encerra hoje as jornadas parlamentares do PSD, em Espinho, que têm como lema "Afirmar Portugal" e que contaram com a participação do bispo do Porto, na segunda-feira à noite.

Hoje de manhã, os deputados do PSD têm uma reunião fechada à comunicação social, seguindo-se a apresentação das conclusões das jornadas pelo líder do grupo parlamentar social-democrata, José Pedro Aguiar-Branco.

A intervenção de Manuela Ferreira Leite, que encerra as jornadas parlamentares do PSD, está marcada para as 12:30.

Na segunda-feira, os deputados do PSD ouviram o presidente do grupo Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, falar ao início da tarde sobre a "responsabilidade social da empresa" e terminaram o dia com um jantar-conferência em que participou o bispo do Porto, D. Manuel Clemente.

Soares dos Santos contestou uma eventual subida de impostos para reduzir o défice, contrapondo que Portugal tem de cortar despesa pública e deixar de se endividar, caso contrário corre o risco de ser corrido da União Europeia.

Por outro lado, o presidente do grupo Jerónimo Martins defendeu que os empresários devem aumentar os salários mais baixos e evitar despedimentos.

Soares dos Santos queixou-se ainda dos gastos causados pela legislação sobre fiscalidade, referindo que enviou cartas ao ministro das Finanças sem obter resposta, sustentou que a corrupção "vem sempre de cima" e criticou o BCP por continuar a pagar o salário a Armando Vara: "Isto dá bom exemplo a alguém? Não dá".

Por sua vez, o bispo do Porto citou partes da última encíclica do Papa Bento XVI, uma das quais sobre o conceito de natureza, que associa o respeito pelo "ambiente exterior" ao respeito pela "humanidade de cada um de nós", a começar pela "fisiologia humana".

Depois, aos jornalistas, D. Manuel Clemente considerou que questões como o casamento entre homossexuais "não podem ser resolvidas rapidamente, exigem reflexão", e que um referendo "é uma das hipóteses" para que esse debate aconteça.

As escutas ao primeiro-ministro no âmbito do processo "Face Oculta" também foram assunto nas jornadas parlamentares do PSD.

A esse propósito, Aguiar-Branco disse esperar que o procurador-geral da República tenha tomado a decisão "mais correcta", acusando-o de ter sido insensível aos "ataques de membros do Governo" e exigiu que o ministro da Economia explicasse as declarações que fez.

O professor universitário de direito Paulo Pinto de Albuquerque defendeu que Pinto Monteiro deve esclarecer aos portugueses o teor das conversas do primeiro-ministro.


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