Jornadas Europeias começam hoje envolvendo 500 entidades


 

Cristina Pires   Nacional   23 de Set de 2011, 08:20

“Património e Paisagem Urbana” é o mote para 590 iniciativas e 250 visitas guiadas que decorrem em todo do país a partir de hoje e até domingo, no âmbito das Jornadas Europeias do Património.

O Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR) que coordena a programação, afirma que o mote escolhido pretende “sensibilizar os cidadãos para a necessidade de proteger e valorizar as características da paisagem nas cidades, vilas e aglomerados urbanos, entendida no seu sentido mais amplo”.

“O património e a paisagem urbana são indissociáveis, a partir do momento em que a ideia de paisagem urbana é abrangente e reflete todos os valores sociais, naturais, culturais, urbanísticos, arquitetónicos e arqueológicos que aí se encontram”, escreve o instituto na sua página na Internet.

O tema deste ano, “Património e Paisagem Urbana”, contrasta com o do ano passado que vocacionou o olhar para a ruralidade.

As 590 atividades previstas dividem-se em 73 exposições, 70 conferências, 67 ateliers e workshops educativos, 65 espetáculos, 15 concursos de fotografia e 10 lançamentos de livros, promovidas em 146 concelhos por 500 entidades públicas e privadas, além das 250 visitas guiadas, como a que acontecerá hoje no Panteão Nacional, em Lisboa a partir das 10:30.

A visita comentada permitirá o acesso a zonas habitualmente interditas ao público, e inclui o terraço e o zimbório do monumento.

Ainda na capital, entre outras iniciativas, na Academia Nacional de Belas Artes, no Chiado, realiza-se das 11:00 até às 18:00 o ciclo de conferências “Repensar o Chiado-Reviver o Chiado", que conta com a participação de António de Valdemar, Luís Jorge Gonçalves, José Quaresma, António Cadima Mendonça e Fernando Rosa Dias.

A vila alto-alentejana de Avis inaugura hoje o Centro de Arqueologia que integra vários exemplares de megalitismo ibérico.

Em Almodôvar, no baixo Alentejo, é apresentada a estela epigrafada com escrita do sudoeste do Monte Gordo. Esta é considerada a escrita mais antiga da Península Ibérica.

Na Batalha, nos três dias organiza-se uma “visita guiada ao Mosteiro com ênfase na importância que este teve para as mudanças efetuadas na vila da Batalha”, segundo o programa divulgado em https://www.igespar.pt/media/docs/2011/09/19/ProgramaIGESPARJornadasEuropeiasdoPatrimonio_2011.pdf.


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