JoãoMedeiros deu o melhor seguimento à brilhante prestação na 1.ª etapa da Volta a Portugal e subiu mais um lugar na classificação geral da 86.ª edição da prova.
Na segunda etapa da prova “rainha”do ciclismo nacional, o atleta da Credibom/L.A. Alumínios/Marcos Car (LAA) veio inserido no pelotão e cortou a linha de meta na 30.ª posição, com uma marca de 4 horas (h) e 47 segundos (s), a 14 de PauMartí, que “roubou” a vitória ao russo Artem Nych.
O promissor ciclista espanhol estragou os planos da Anicolor-Tien21, ao negar a vitória e a “amarela” a Nych em Fafe, e impôs-se numa segunda etapa da Volta a Portugal que “apresentou” os verdadeiros candidatos.
Em dia de visita do primeiro-ministro, Luís Montenegro, à caravana – cumpriu os quilómetros finais no carro do diretor da prova, Joaquim Gomes, mas não prestou declarações -, houve já grandes derrotados, como Nicólas Tivani e a sua Aviludo-Louletano-Loulé, que aspiravam “à dobradinha” e acabaram “afundados” na geral.
Após a Anicolor-Tien21 “estilhaçar” o pelotão no início do “sterrato”, apenas cinco ciclistas ficaram na frente, com Martí a bater ao sprint Nych, que, no final, em declarações aos jornalistas, fez questão de parabenizar “o homem mais forte” no final dos 167,9 quilómetros entre Felgueiras e Fafe.
O espanhol de 20 anos cortou a meta com o tempo de 04h00m33s, à frente do “gigante” russo e do colombiano Jesús Peña (AP Hotels&Resorts-Tavira-Farense), o mais sério candidato a contrariar a supremacia da formação flúor – depois de ter sido apenas 69.º no prólogo, já é quinto, a 16 segundos do camisola “amarela”.
Martí demonstrou estar nesta Volta a Portugal para lutar pela geral, que comanda com apenas dois segundos de vantagem sobre o campeão em título e 15 sobre o anterior camisola “amarela”, o português Rafael Reis.
Foram várias as tentativas de fuga na primeira hora de corrida, mas nenhuma “pegou” até Andrii Ponomar (Petrolike), Samuel Boardman (Project Echelon Racing), Joan Roca (Illes Balears Arabay) e Conn McDunphy (Skyline) se juntarem na frente ao quilómetro 64.
O quarteto nunca conseguiu uma margem muito superior a dois minutos, perdendo peças à medida que os quilómetros iam passando, com Roca a ser o primeiro a descolar. Com a amarela teoricamente “assegurada”, a Aviludo-Louletano-Loulé abdicou de perseguir os fugitivos, tentando evitar que algum dos primeiros da geral bonificasse na chegada a Fafe.
A terra batida do troço eternizado pelo Rali de Portugal e conhecido como “Salto de Fafe” foi “palco” de vários azares, como a queda de Tomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé), do fim da fuga, mas também de uma aceleração da Anicolor-Tien21 antes da contagem de terceira categoria da Casa do Penedo que “destroçou” o pelotão.
Este sábado, a terceira etapa liga Boticas a Bragança, com a contagem de primeira categoria da Serra da Nogueira a ser a grande dificuldade da ligação de 185,2 quilómetros.
