Legislativas regionais

Jerónimo de Sousa destaca "grande significado" do regresso da CDU ao Parlamento Regional

Jerónimo de Sousa destaca "grande significado" do regresso da CDU ao Parlamento Regional

 

Lusa/AOonline   Regional   19 de Out de 2008, 22:13

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, destacou o "grande significado" da eleição de um deputado nas regionais deste domingo nos Açores, sublinhando a quebra eleitoral do partido vencedor, o PS.
"A recuperação pela CDU da representação parlamentar na Assembleia Legislativa Regional assume-se como um elemento de grande significado nas eleições de hoje", disse Jerónimo de Sousa, numa declaração lida na sede nacional do PCP, em Lisboa.

    A CDU chegou a ter um representante no Parlamento Regional açoriano - José Decq Mota - que perdeu nas eleições de 2004, e agora recuperou nas eleições de hoje.

    Para Jerónimo de Sousa, a elevada abstenção registada, a mais alta jamais registada em eleições regionais, "não pode deixar de ser lido como um sinal do crescente descontentamento" das políticas do PS no continente e nas ilhas.

    O líder comunista sublinhou ainda que o PS de Carlos César, apesar da maioria absoluta, sofreu uma "uma acentuada quebra eleitoral de sete pontos percentuais".

    Jerónimo recusou que o resultado das eleições regionais açorianas permita que se façam leituras nacionais como "demagógica e falaciosamente" o PS pretende.

    O resultado da CDU "traduz o reconhecimento do papel e intervenção do PCP e da CDU na região", prometendo Jerónimo uma "intervenção em defesa dos direitos dos trabalhadores, dos interesses das populações e do desenvolvimento da região".

    O PS venceu as eleições regionais dos Açores, com 49,96 por cento dos votos, mas desce em relação ao resultado conseguido em 2004, quando obteve perto de 57 por cento do total.

    A CDU regressa à Assembleia Legislativa Regional, com um deputado, e 3,14 por cento dos votos, igualmente uma subida em relação há quatro anos, quando obteve 2,97 por cento.

    O Bloco de Esquerda também subiu e passou a quarta força política nos Açores, com 3,3 por cento dos votos (em 2004 apenas tinha conseguido 0,97 por cento), e elegendo dois deputados. Esta será a estreia do Bloco no parlamento açoriano.

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