Instituições económicas precisam de plano claro para resolver crise da dívida europeia

Instituições económicas precisam de plano claro para resolver crise da dívida europeia

 

Lusa/AO online   Economia   5 de Nov de 2012, 17:11

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse esta segunda-feira que as principais instituições económicas precisam de um plano claro e seguro para resolver a crise da dívida soberana europeia

Na sessão de abertura da cimeira Ásia-Europa (ASEM), que decorrerá durante dois dias no Laos, Wen Jiabao considerou que as nações europeias precisam de equilibrar a reforma, a estabilidade dos mercados financeiros e a recuperação económica.

“As principais instituições económicas devem elaborar, o mais rapidamente possível, um plano financeiro de médio prazo, claro e seguro, para resolver a crise da dívida soberana”, declarou o primeiro-ministro chinês.

Os líderes europeus, por seu turno, pediram à Ásia para evitar o protecionismo comercial e para ajudar nos esforços para ativar a economia global.

“Promover o comércio não é só fomentar a procura interna, mas também evitar o protecionismo”, disse o presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy.

“Confiamos que os nossos parceiros asiáticos continuarão empenhados em economias abertas e nas regras comerciais acordadas a nível multinacional”, adiantou.

Van Rompuy disse que a “estabilidade financeira da zona euro está mais forte do que há alguns meses”, adiantando que “o euro é um projeto irreversível” e que “o crescimento pode restabelecer-se durante 2013”.

“As pressões económicas e financeiras na Europa são apenas uma parte de um conjunto mais amplo de problemas mundiais. O crescimento é uma responsabilidade coletiva global”, assinalou.

A crise da dívida na Europa deverá dominar o encontro, que reúne perto de 50 países dos dois continentes e que tem sessões dedicadas a temas como o terrorismo, a pirataria marítima, os direitos humanos e a educação.


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