Gripe A H1N1

Impactos directos nos custos do Estado ascendem já a 67,5 ME


 

Lusa/AO Online   Nacional   10 de Out de 2009, 08:24

Os impactos financeiros directos da gripe A nos custos do Estado já ascendem a 67,5 milhões de euros com a compra de vacinas, no valor de 45 milhões de euros, e do Oseltamivir, no valor de 22,5 milhões de euros.

O Governo gastou este ano 45 milhões de euros na compra de seis milhões de doses de vacinas contra a gripe A à Glaxo Smith Kline (GSK) e gastou, nos últimos três anos, 22,5 milhões de euros na compra do anti-viral Oseltamivir à Roche, inicialmente destinado ao combate à gripe das aves.

Por apurar estão ainda os custos indirectos, dependendo da evolução da pandemia, mas um estudo efectuado pela Deloitte, em colaboração com a Intelligent Life Solutions, refere que os custos para o Estado estão estimados em 330 a 500 milhões de euros.

Esta estimativa contabiliza as perdas em IRS, as contribuições para a Segurança Social e subsídio de doença.

Se se contar com o absentismo laboral, a Deloitte estima que a gripe A poderá originar uma redução do Produto Interno Bruto (PIB) nacional entre os 0,3 e os 0,45 por cento, ou seja, entre os 490 e os 740 milhões de euros.

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, tinha previsto que o alargamento da baixa médica a situações de isolamento devido à gripe A (H1N1) pudesse ter um impacto até 70 milhões de euros na Segurança Social.

Os impactos nos resultados das empresas são óbvios, embora o comportamento bolsista não o indicie para já.

A GSK vendeu em Portugal 6 milhões de doses de vacinas, estimando-se que tenha recebido 45 milhões de euros, e a nível mundial já vendeu 440 milhões de doses.

A farmacêutica vendeu igualmente ao Ministério da Saúde português 10.000 doses do anti-viral Relenza.

A Roche, que comercializa o Oseltamivir mais conhecido do mercado, o Tamiflu, não divulga as vendas em Portugal, mas o presidente-executivo da farmacêutica afirmou recentemente que espera que as vendas a nível mundial atinjam este ano os 2 mil milhões de fracos suíços (1,3 mil milhões de euros).

Apesar do esperado aumento das vendas, o comportamento bolsista das acções de ambas as empresas não disparou em relação ao ano passado.

As acções da Roche valem 166,6 francos suíços (109 euros) face aos 167,1 francos (110 euros) que valiam há um ano e as acções da GSK valem 12,35 libras (13,34 euros) face às 11,52 libras (12,44 euros) que valiam há um ano atrás.

Também o índice europeu da indústria farmacêutica (Bepharm) subiu apenas 1,0 por cento em relação ao ano passado, situando-se, actualmente, nos 149,63 pontos face aos 148,43 pontos de há um ano.


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