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IL diz que Vasco Cordeiro “ainda não assumiu” responsabilidades no lar do Nordeste

O líder regional da Iniciativa Liberal (IL) nos Açores, Nuno Barata, declarou que Vasco Cordeiro “ainda não assumiu nenhuma responsabilidade” em relação às 12 pessoas que faleceram no lar de Nordeste, na ilha de São Miguel.

IL diz que Vasco Cordeiro “ainda não assumiu” responsabilidades no lar do Nordeste

Autor: Lusa/AO Online

Nuno Barata reagiu às declarações do líder socialista e atual presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, afirmando que “quem agora pede para ser o único timoneiro dos Açores ainda não assumiu nenhuma responsabilidade nos últimos quatro anos, nem sequer nos últimos quatro meses, onde foram perdidas 12 vidas num só lar de terceira idade em São Miguel” devido à covid-19.

O dirigente prestava declarações à agência Lusa e à SIC numa exploração de um produtor local de morangos, na freguesia da Candelária, no concelho de Ponta Delgada, no âmbito do último dia de campanha eleitoral para as legislativas regionais de domingo.

“Vejo o PS preocupado em dizer que é o garante daqui para a frente, mas para trás não se assume as responsabilidades? É preciso assumir as responsabilidades do que se fez para se dizer aos açorianos que se quer ser timoneiro único daqui para a frente”, declarou o também candidato pela ilha de São Miguel e círculo de compensação.

No lar do Nordeste, foram registados 50 casos de infeção por covid-19, entre utentes e funcionários, e 12 mortos, tendo a Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros defendido a realização de um inquérito por parte do Ministério Público.

Nuno Barata defendeu ainda que “mais de 20 anos a governar em maioria absoluta cria vícios, comodismo e ninguém pode fazer uma campanha eleitoral a anunciar que é agora que vai mudar quando teve 20 anos para mudar e não mudou”.

Manifestando-se confiante na eleição para o parlamento regional e eventualmente constituir um grupo parlamentar, Nuno Barata aponta que “os números da pobreza nos Açores, do desemprego, do abandono escolar precoce, do alcoolismo, do suicídio juvenil pré-covid, em dezembro de 2019, respondem ao que é preciso fazer nos Açores”.

“É preciso fazer políticas diferentes, novas e com pessoas novas.Com as mesmas pessoas não se faz diferente, o resultado será sempre o mesmo”, frisou.

Os socialistas vencem eleições legislativas nos Açores há 24 anos, mas têm vindo a reduzir a percentagem de votos desde 2004, numa região onde o melhor resultado foi obtido pelo PSD de Mota Amaral.

Os Açores têm vindo a registar, entretanto, os maiores valores de abstenção do país, sendo que nas eleições para a Assembleia Legislativa Regional de 2016 se registou na ilha de São Miguel, a maior e mais populosa, uma taxa de 63,1%, segundo a plataforma Pordata, na sua edição de 2020 do retrato da região.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.


 
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