Petróleo

Hugo Chavez vai pedir uma redução da produção na OPEP


 

Lusa/AOonline   Economia   20 de Out de 2008, 11:10

O presidente venezuelano vai propor “uma redução da produção” durante a próxima reunião da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) com o objectivo de não deixar o preço do barril cair abaixo dos 80 dólares.
“A nossa posição depois de mais de 10 anos é que é preciso controlar a produção de petróleo”, explicou.

    “Agora, que os preços baixam, vamos propor (à OPEP) reduzir a produção”, acrescentou Chavez, durante a visita a um projecto de gasoduto em Cumana, Venezuela.

    A OPEP realiza sexta-feira em Viena uma reunião extraordinária dos seus membros para discutir a queda do preço do petróleo.

    A Argélia, o Irão e o Qatar também se pronunciaram, nos últimos dias, a favor de uma redução da produção.

    Hugo Chavez mostrou-se favorável a um intervalo do preço do petróleo entre os 80 e os 100 dólares por barril.

    “Se o preço do crude estabilizar em torno dos 80 dólares podemos perfeitamente continuar a desenvolver o país e a vender petróleo ao Mundo”, defende Chavez.

    O presidente venezuelano sublinhou que o seu governo “nunca fez planos” ou projectos tomando como referência um barril a mais de 100 dólares.

    “A guerra no Iraque, lançada em 2003, as ameaças contra o Irão e contra a Venezuela, a falta de investimentos no sector petrolífero, a especulação e um conjunto de outros factores fizeram explodir o preço do petróleo para um nível que ninguém podia imaginar”, explicou.

    O presidente venezuelano garantiu que um barril a 60 dólares não vão travar os projectos do seu governo.

    “Felizmente desenvolvemos o nosso próprio sistema de produção, de distribuição e de financiamento”, referiu.

    Oficialmente, a Venezuela produz 3,24 milhões de barris por dia enquanto a OPEP defende que a produção do país não ultrapassa os 2,33 milhões de barris/dia.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.