Hotelaria portuguesa com menor ocupação mas preços mais altos no verão

Hotelaria portuguesa com menor ocupação mas preços mais altos no verão

 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Nov de 2018, 16:00

A taxa de ocupação da hotelaria portuguesa recuou 2,2 pontos percentuais neste verão face ao período homólogo, para 84%, mas o preço médio por quarto ocupado e disponível aumentou 7% e 4%, respetivamente, divulgou a associação setorial.

Segundo o indicador mensal ‘Tourismo Monitors’ da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), de julho a setembro, nos indicadores preço médio por quarto ocupado (ARR) e preço médio por quarto disponível (RevPar), “todas as categorias registaram uma melhor performance” do que em 2017, com os destinos Lisboa, Algarve, Madeira, Açores, Alentejo e Beiras a crescerem relativamente ao ano anterior.

A exceção foi o Grande Porto, que teve um melhor verão de 2018 no ARR, mas decresceu no RevPar.

A nível nacional, o ARR fixou-se nos 115 euros, mais 7% do que em igual período do ano anterior, enquanto o RevPAR cresceu 4%, para os 97 euros.

Já taxa de ocupação recuou 2,2 pontos percentuais a nível nacional, mas foi melhor do que em 2017 nos destinos Beiras e Alentejo.

Neste indicador, a AHP destaca a categoria duas estrelas, que foi “a única a ultrapassar os valores do ano anterior”. Já a categoria cinco estrelas teve um melhor verão em 2016 e as quatro e três estrelas em 2017.

De julho a setembro, a estada média registou uma quebra de 0,5% face a 2017 e fixou-se nos 2,03 dias.

Citada no comunicado, a presidente executiva da AHP afirma que “os resultados acumulados do verão confirmam o que os indicadores de cada mês pré-anunciavam: um verão melhor para a hotelaria nacional em ARR e RevPar e quebra na taxa de ocupação, em linha com o indicado pelos hoteleiros em resposta ao inquérito feito em junho ‘Perspetivas Verão 2018’”.

“De registar que desde a existência dos AHP Tourism Monitors, 2004, este foi o melhor verão de sempre naqueles indicadores [ARR e RevPar], demonstrando que o preço médio é o motor do crescimento dos resultados da hotelaria, o que é inegavelmente muito positivo”, conclui Cristina Siza Vieira.

Considerando apenas o mês de setembro, a taxa de ocupação quarto a nível nacional recuou 2,2 pontos percentuais face ao mês homólogo, para 86%, tendo o preço médio por quarto ocupado e disponível aumentado 4% e 2%, respetivamente, para 106 e 91 euros.

Os destinos turísticos com a taxa de ocupação mais elevada foram Lisboa e o Grande Porto (92%) e Madeira (90%), tendo-se verificado uma variação negativa em todas as categorias, com destaque para a quebra de 4,0 pontos percentuais nas três estrelas.

No ARR, a associação aponta um aumento em todas as categorias, à exceção das cinco estrelas, onde a variação foi de menos 2%.

Já os destinos turísticos com o RevPar mais elevado foram Lisboa (124 euros), Algarve (103 euros) e Estoril/Sintra (92 euros).



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