Hoje é um dia histórico para a CGTP

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou que esta terça-feira é um dia histórico e que o Governo que "em breve" assumirá funções tem de cumprir os compromissos que assumiu.


Numa intervenção proferida perante os dirigentes e ativistas sindicais que estão concentrados junto à Assembleia da República, em Lisboa, Arménio Carlos considerou que "é tempo de mudar de rumo de acabar com a política de direita" do Governo do PSD/CDS.

E acrescentou que "o Governo que em breve assumirá funções, não pode deixar de corresponder aos compromissos que assumiu".

O líder da Inter assegurou que a CGTP mantém a postura aberta ao diálogo e à negociação, e considera que "sendo positivas algumas medidas já anunciadas contra a austeridade, outras matérias que não constam do programa do Governo do PS, relacionadas com a valorização do trabalho e dos trabalhadores, têm de ser tratadas a brevíssimo prazo".

"Para a CGTP a composição da Assembleia da República não é inócua", disse ainda.

Arménio Carlos instou, por isso, o Presidente da República a dar posse ao novo executivo "independentemente das suas opções e desejos pessoais", cumprindo assim a Constituição.

"Por muito que custe ao senhor Presidente da República, a estabilidade que sempre reclamou não passa por um Governo de gestão ou de iniciativa presidencial, mas pela aceitação da proposta do Governo do PS que em breve lhe será apresentada e que contará com o apoio da maioria dos deputados da Assembleia da República", disse.

O dirigente referiu ainda que a CGTP vai prosseguir o caminho da luta pelos direitos dos trabalhadores numa altura em que a Central enfrenta "um enormíssimo desafio".

"Depois do Governo cair ainda vamos ter mais trabalho a desenvolver. Aqueles que pensam que as manifestações são apenas pelo protesto, não são. São também de defesa pelos direitos dos trabalhadores", sublinhou.

A intervenção do secretário-geral foi marcada por fortes aplausos dos manifestantes, enquanto se aguarda pela votação do programa do Governo no interior do parlamento.

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