Operação Furacão

Henrique Neto confirma buscas à Iberomoldes mas nega fuga ao fisco


 

Lusa/Ao online   Nacional   6 de Dez de 2007, 06:49

O administrador da Iberomoldes, Henrique Neto, confirmou hoje à Agência Lusa que o grupo foi alvo de buscas dos serviços de finanças mas alegou que essa investigação por fraude fiscal se dirigia a outras empresas.
O administrador da Iberomoldes, Henrique Neto, confirmou hoje à Agência Lusa que o grupo foi alvo de buscas dos serviços de finanças mas alegou que essa investigação por fraude fiscal se dirigia a outras empresas.

    "Na semana passada fomos visitados pela PGR e serviços das Finanças que nos comunicaram que a investigação não era sobre a nossa empresa mas sobre outras com quem nos tínhamos relações comerciais", afirmou à Agência Lusa o empresário, ex-deputado socialista e vice-presidente da Associação Industrial Portuguesa.

    O caso foi revelado hoje pelo Jornal de Negócios e Diário de Notícias que apontam a Ibermoldes como alvo de buscas no âmbito investigação fiscal denominada "Operação Furacão", bem como uma empresa de Tondela, a Rui Costa Sousa & Irmão, que comercializa a marca Sr. Bacalhau.

    Durante "toda a manhã e parte da tarde", os inspectores "foram a vários computadores, ficaram busca e cópia das questões que entenderam", recorda o empresário, que não se mostra preocupado com o caso e diz que não foge ao fisco.

    "Não temos razões para suspeitar que estamos em falta", justificou Henrique Neto que, no entanto, admite que possam existir questões pontuais na relação fiscal do grupo com o Estado.

    "São coisas complexas", disse Henrique Neto, recordando que está pendente um processo nos tribunais do grupo contra o Estado sobre uma interpretação diferente sobre os impostos a pagar, relativa a “uma visita semelhante a esta há cinco anos".

    “Acharam que tínhamos qualquer coisa a pagar e nós pagámos essa diferença de impostos. Mas depois, como achávamos que tínhamos razão, fomos para tribunal para sermos ressarcidos num processo que ainda se arrasta", explicou o empresário.

    A "Operação Furacão" é uma ampla inspecção que decorre há dois anos e já constitui mais de 200 arguidos, em sectores como a banca, escritórios de advogados e editoras.

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