Guterres lembra genocídio no Ruanda e apela a fim de ódio e discriminação

Guterres lembra genocídio no Ruanda e apela a fim de ódio e discriminação

 

Lusa/AO Online   Internacional   8 de Abr de 2019, 17:57

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, assinalou os 25 anos do genocídio no Ruanda, que em 1994 matou mais de 800.000 pessoas, e apelou para o fim de discursos de ódio e da discriminação.

Numa nota a propósito dos 25 anos do início do conflito que durou cem dias, que se assinalaram este domingo, Guterres assinalou que é necessário "honrar aqueles que foram assassinados e refletir no sofrimento e resiliência dos que sobreviveram".

Guterres referiu a importância em evitar a repetição de eventos como o genocídio contra os povos da etnia tutsi, sublinhando que há um crescimento da xenofobia, racismo e intolerância pelo mundo.

"A proliferação do discurso de ódio e da incitação à violência é particularmente perturbadora. São uma afronta aos nossos valores e ameaçam os direitos humanos, a estabilidade social e a paz", lê-se no comunicado assinado pelo secretário-geral da ONU.

"Onde quer que ocorram, o discurso de ódio e a incitação à violência devem ser identificados, confrontados e parados, de modo a prevenir que, como no passado, conduzam a crimes de ódio e genocídio", acrescentou o português que lidera a ONU desde janeiro de 2017.

Guterres faz ainda um apelo a todos os líderes políticos, religiosos e da sociedade civil, a quem pede que "rejeitem o discurso de ódio e a discriminação e que trabalhem arduamente para abordar e atenuar as causas que minam a coesão social e criam condições para ódio e intolerância".

O antigo primeiro-ministro português termina pedindo cooperação para um "futuro harmonioso para todos".

"Esta é a melhor maneira de honrar aqueles que perderam a sua vida, de uma forma tão trágica, no Ruanda, há 25 anos", conclui.


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