Terrorismo

Grupo armado iraquiano ameaça executar refém britânico


 

Lusa / AO online   Internacional   4 de Dez de 2007, 16:45

Um grupo rebelde armado ameaçou matar um dos cinco reféns britânicos raptados em Maio no Iraque, caso o Reino Unido não se retire do país, segundo um vídeo divulgado esta terça-feira pelo canal televisivo Al-Arabiya, sedeado no Dubai.
 “O meu nome é Jason. Hoje estamos a 18 de Novembro. Estou detido há 173 dias e tenho a impressão de que fomos esquecidos”, declarou um refém, sentado e ladeado por dois homens armados, de cara encoberta, em frente a uma faixa que continha a frase “Resistência xiita islamita no Iraque”.

O grupo dá a Londres um prazo de 10 dias para se retirar do Iraque, a contar da data de difusão do vídeo, após o qual o refém será executado.

“Se o fizerem, nós iremos libertá-lo. Se não cederem às nossas exigências, nós executaremos o refém como primeiro aviso, o que será seguido de detalhes que vocês não querem saber”, ameaçou o grupo rebelde num comunicado divulgado juntamente com o vídeo.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) britânico já condenou, através de um porta-voz, a difusão das imagens, considerando que “serve unicamente para agravar a angústia dos familiares” dos reféns.

Os cinco britânicos foram raptados a 29 de Maio por várias dezenas de homens envergando uniformes de uma unidade especial da polícia iraquiana.

Entre os reféns estão quatro empregados da sociedade de segurança canadiana no Iraque Garda World e o seu cliente, empregado da empresa norte-americana de gestão BearingPoint.

Em Junho, o comandante das forças norte-americanas no Iraque, David Petraeus, declarou que os cinco britânicos foram raptados por um grupo financiado, treinado e armado pelo Irão, sublinhando que os rebeldes fazem parte de uma célula secreta do Exército do Mahdi, dirigido pelo radical xiita Moqtada al-Sadr.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Miliband, afirmou, em Setembro, estar “profundamente preocupado” com a situação dos reféns britânicos, assegurando que o seu ministério estava a fazer “todos os possíveis” para assegurar a sua libertação.

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