“Passados dez anos, os dados são claros: a operação da TUI no Pico em 2016 foi relevante, abriu uma nova porta de entrada no arquipélago, contribuiu para a dinamização turística de várias ilhas e demonstrou potencial de crescimento”, referiu o grupo de cidadãos, em nota de imprensa.
O fim antecipado dessa operação, acrescentou, “resultou exclusivamente da falta de condições de segurança e operacionalidade da pista do Aeroporto do Pico”.
De acordo com o movimento, o que “continua a faltar não é procura, mas sim uma infraestrutura aeroportuária com condições adequadas para atrair e manter operações aéreas regulares para a ilha do Pico”.
Além da ampliação da pista, defende que é necessário promover a realização deste tipo de operação no inverno IATA (sigla em inglês da Associação Internacional de Transporte Aéreo), como “medida de combate à sazonalidade”, e não em “pleno pico de verão IATA, quando a procura é reconhecidamente elevada”.
A 12 de janeiro, a Associação Regional de Turismo (ART) dos Açores assumiu que terá de devolver quase 700 mil euros de fundos comunitários referentes ao financiamento da operação da companhia aérea TUI, na ilha do Pico, realizada há 10 anos.
“A única forma que há de devolver este valor, não tendo a ART quaisquer receitas, nem atividade, é os associados assumirem, na sua quota de responsabilidade, este valor, de forma a devolvê-lo à entidade gestora do PO [Programa Operacional] 2020”, explicou o presidente da direção da ART, Marcos Couto, à agência Lusa, na altura.
O movimento, por seu turno, diz que as conclusões de que a devolução destes apoios “estaria associada ao incumprimento da operação aérea ou à fraca ocupação dos voos entre Amesterdão e o Pico não correspondem à realidade”.
Em causa está um subsídio comunitário, no valor de 690 mil euros, atribuído à ART, ao abrigo da diversificação do turismo nos Açores, destinado a financiar o operador turístico TUI, que criou, em 2016, uma rota internacional direta entre a Holanda e o Pico, com escala em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.
O objetivo do projeto era que o Pico funcionasse também como porta de entrada de turistas para outras ilhas, como o Faial e São Jorge, mas a TUI realizou apenas 16 voos para o Pico, transportando 846 turistas, e acabou por suspender a operação devido à baixa taxa de ocupação nesta rota experimental.
Grupo Aeroporto do Pico diz que operação da TUI na ilha “foi relevante”
O Grupo Aeroporto do Pico considerou que a operação da TUI na ilha, há uma década, “foi relevante” e abriu uma “nova porta de entrada” nos Açores, devendo-se o encerramento à “falta de condições” de operacionalidade da pista
Autor: Lusa/AO Online
