Governo português condena ataque no Egito e reafirma "empenho na erradicação do terrorismo"


 

Lusa/Ao online   Nacional   4 de Nov de 2018, 21:30

O Governo português condenou este domingo "veementemente" o ataque terrorista de sexta-feira no Egito, reivindicado pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), que provocou a morte de sete pessoas e reafirmou o "empenho na erradicação do terrorismo".

Em comunicado, divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, “Portugal expressa a sua profunda solidariedade com a República Árabe do Egito e com o povo egípcio neste momento difícil e reitera o seu empenho na erradicação do terrorismo sob todas as suas formas".

Aos familiares das vítimas do atentado, que se deslocavam em peregrinação ao Mosteiro de São Samuel, na região de Minya, no Egito, o Governo português endereça "as suas mais sinceras condolências e faz votos de uma rápida recuperação a todos os feridos".

Hoje, as forças de segurança do Egito anunciaram terem abatido 19 presumíveis terroristas envolvidos no ataque da passada sexta-feira a um autocarro, que causou a morte de sete cristãos coptas.

Na operação, as unidades egípcias mataram os atacantes num tiroteio, dois dias depois do EI ter assumido a autoria do ataque ao veículo de transporte de cristãos coptas.

No ataque ao autocarro, além dos sete mortos entre os peregrinos cristãos ortodoxos coptas, outras 19 ficaram feridas.

O atentado ocorreu no mesmo sítio em que o EI atacou um autocarro em maio do ano passado e causou então a morte a 28 pessoas.

Na altura, o Egito reagiu a esse ataque, reivindicado pelo EI, com ataques aéreos a campos ‘jihadistas' na vizinha Líbia.

Um ramo egípcio do EI tem estado ativo no norte da península do Sinai, onde realiza regularmente ataques às forças de segurança, desde que o exército destituiu o Presidente islamita Mohamed Morsi, em 2013.

O EI também procedeu a ataques contra cristãos, obrigando dezenas de famílias a fugir dessa região no início de 2017.

Em fevereiro deste ano, o exército egípcio lançou uma grande ofensiva contra os ‘jihadistas' no Sinai, batizada como "Sinai 2018", cujo balanço foi de mais de 450 ‘jihadistas' mortos.

Os coptas são a maior e a mais antiga comunidade cristã do Médio Oriente, estimada em 10% dos cerca de 100 milhões de egípcios.

O papa Francisco exprimiu hoje a sua "dor" pelo atentado no Egito.

"Rezo pelas vítimas, peregrinos mortos apenas por serem cristãos", afirmou o papa, na habitual intervenção da janela da praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano, em Roma.

O líder da Igreja Católica, que visitou a nação egípcia em abril de 2017, sublinhou "a dor após o atentado que atingiu há dois dias a Igreja ortodoxa copta no Egito".



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