Governo dos Açores diz não aceitar que região seja atingida por tarifas adicionais dos EUA

Governo dos Açores diz não aceitar que região seja atingida por tarifas adicionais dos EUA

 

AO Online/ Lusa   Regional   26 de Out de 2019, 11:38

O presidente do Governo dos Açores disse esta sexta feira não poder aceitar que a região seja atingida pelo "fogo cruzado" entre a União Europeia e os Estados Unidos da América e que deverá motivar tarifas adicionais a produtos europeus.

"Não podemos aceitar que os Açores sejam atingidos por este fogo cruzado entre a UE e os EUA em áreas que nada têm a ver com aquilo que releva para a nossa região, no caso os lacticínios", sublinhou Vasco Cordeiro, falando em Ponta Delgada numa cerimónia de prémios no setor agrícola.

O governante diz que desde maio que o executivo açoriano mobiliza a sua "rede de influência nas instituições políticas" dos EUA, junto da embaixada dos EUA em Portugal e também do Governo da República no sentido de enfrentar uma questão cuja "razão de ser é clara, não tem nada a ver com o setor agrícola, mas atinge o setor dos lacticínios de forma muito direta".

Vasco Cordeiro lembrou a importância deste setor para os Açores, considerando ser este mais um elemento para não fazer sentido a aplicação de taxas adicionais, tendo em conta até "todos os laços" entre o arquipélago e os Estados Unidos.

No início deste mês, a Organização Mundial do Comércio decidiu a favor dos Estados Unidos e autorizou o país a aplicar tarifas adicionais de 7,5 mil milhões de dólares (quase sete mil milhões de euros) a produtos europeus, em retaliação pelas ajudas da UE à fabricante francesa de aeronaves, a Airbus.

A totalidade dos 28 países da UE será afetada pela medida da administração do Presidente Donald Trump, incluindo Portugal, que vê a área dos laticínios particularmente visada na lista do Departamento de Comércio norte-americano.

Na lista de países afetados pelas taxas, que inclui Portugal, são visados produtos como leite, queijos, iogurtes e manteigas (tal como vários derivados e preparados com estes laticínios), serão sujeitos a taxas adicionais de 25%.

Também a carne de porco (incluindo derivados e produtos preservados, como presunto), ameijoas (em recipientes herméticos e conservadas), berbigões e moluscos vários serão alvo de tarifas adicionais de 25%.

Finalmente, na área das frutas, Portugal pertence ao grupo de países que terá vários produtos com taxas aumentadas em 25%, como citrinos (laranjas, limões, tangerinas, clementinas, frescas ou desidratadas), cerejas (secas) e peras (secas ou desidratadas).



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.