Orçamento de Estado

Governo desafia PSD a apoiar estratégia de investimentos públicos


 

Lusa/AOonline   Economia   14 de Out de 2008, 18:27

O ministro dos Assuntos Parlamentares afirmou esperar que o PSD apoie o esforço de investimentos público, no âmbito do Orçamento do Estado para 2009, em infra-estruturas viárias, ferroviárias, forças de segurança e em equipamentos sociais.
A posição de Augusto Santos Silva surgiu em resposta à conferência de imprensa do vice-presidente do PSD António Borges.

    "Notei hoje que [António Borges] já não defendeu a privatização da Caixa Geral de Depósitos. Devo saudá-lo por isso, porque é sempre bom ver que todos nós somos capazes de aprender com as lições da vida", começou por comentar o titular da pasta dos Assuntos Parlamentares.

    Augusto Santos Silva disse depois esperar que, no actual contexto da economia mundial, o PSD dê o seu apoio a projectos de "investimento público de qualidade e selectivos, para dotar o país com melhores infra-estruturas".

    Neste ponto, o membro do Governo deu como exemplos projectos de investimento em acessibilidades rodoviárias, a rede ferroviária de alta velocidade e a construção do novo aeroporto internacional de Lisboa.

    "Espero que o PSD apoie o Governo nos investimentos públicos que vão ser realizados em escolas, no sector da saúde e nas forças de segurança", acrescentou.

    Augusto Santos Silva afirmou ainda ter registado a declaração do PSD de estar disponível para apoiar o Governo na proposta relativa à concessão extraordinária de garantias pelo Estado no âmbito do sistema financeiro até ao montante de 20 mil milhões de euros.

    "No entanto, é necessário fazer uma correcção em relação ao que disse o prof. António Borges, porque a necessidade de proceder a uma tal garantia não decorre de uma situação particular de Portugal", disse.

    Pelo contrário, segundo o ministro dos Assuntos Parlamentares, este tipo de operação estendeu-se "a todos os governos da zona euro, que também avançaram com iniciativas análogas".

    "Trata-se de uma iniciativa que Portugal e outros Estados-membros da UE tomaram para reforçarem o sistema financeiro", acrescentou.

    Augusto Santos Silva referiu-se também de forma crítica ao conceito de "loucuras nos gastos do Estado" apresentado pelo vice-presidente do PSD.

    "As loucuras nos gastos do Estado têm uma marca. Neste Governo, ninguém fez mais operações de titularização dos créditos fiscais, que têm encargos substanciais para o Estado", declarou Augusto Santos Silva.

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