Golfe rústico pode ser produto turístico

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Paula Gouveia   Regional   24 de Out de 2010, 17:19

O golfe saiu dos campos para ser jogado nas pastagens. A nova modalidade ganha adeptos nos Açores e já despertou a atenção da Federação Portuguesa de Golfe, como nos adianta Carlos Teixeira da Silva, delegado de turismo de São Miguel, e Luís Silva, colaborador da Direcção Regional de Recursos Florestais, ambos entusiastas do golfe rústico
O golfe rústico tem vários pais?

Luís Silva (L.S) - Com certeza, pertence a várias pessoas que colaboraram com este projecto desde o início. (...) Doutro modo, não se teria chegado ao ponto em que se está hoje, desta maluquice do golfe rústico.

O que o levou a pegar numa bola e num taco e andar por estes pastos fora a bater bolas?

L.S. - A paisagem natural da minha freguesia de Água Retorta. Via aqueles campos como se fossem campos de golfe. Já era membro da Verdegolf, e muitas vezes não me apetecia ir às Furnas jogar. Pegava num taco e utilizava aqueles campos à volta da freguesia como um campo natural de golfe.

O golfe rústico não é jogado da mesma forma que o golfe tradicional?

L. S. - Não. Não há um buraco, porque seria muito difícil preparar um green no meio de uma pastagem. Utilizamos pneus de bicicleta velhos e o objectivo é pôr a bola naquela circunferência à volta de uma bandeira. É uma actividade que começou a brincar, mas pode ser um produto turístico aqui na Região.

Há muita gente a jogar golfe rústico nos Açores?

Carlos Teixeira da Silva (CTS)- (...) A condição humana exige, para a sua estabilidade psicológica, o relacionamento com a natureza. E o golfe rústico tem-nos proporcionado situações extremamente interessantes.(...) Associando o golfe como modalidade e a natureza que temos nos Açores, houve os tais carolas que iniciaram isso em Dezembro de 2006 - quatro mais um (4 jogadores e o antigo presidente da Câmara da Povoação, Francisco Álvares). Passados quatro anos, há 98 jogadores em provas, mas estou convencido que já foram mais. E, independentemente desses jogadores que estiveram em torneios em várias ilhas, tivemos sempre a preocupação de sensibilizar a comunidade local para a modalidade - mais de 200 pessoas já tiveram essa experiência - o que é extremamente gratificante. E ficou o bichinho que tem de ter continuidade... Não é por acaso que a própria Federação Portuguesa de Golfe está interessada em saber os contornos do início desta actividade... O saldo é francamente positivo e ultrapassou todas as expectativas...

Leia esta entrevista na íntegra no jornal Açoriano Oriental de domingo, dia 24 de Outubro de 2010


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