Gérard de Villiers morreu aos 83 anos


 

Lusa/AO online   Cultura e Social   1 de Nov de 2013, 15:05

O escritor e editor francês Gérard de Villiers, autor dos romances de espionagem "SAS", morreu na quinta-feira em Paris aos 83 anos "após uma longa doença", anunciou hoje na rede social Twitter o seu advogado, Eric Morain.

 

“Ele queria que a sua morte fosse anunciada assim”, precisou à agência France Presse Morain, advogado do escritor há dezena e meia de anos.

Christine de Villiers, mulher do autor e dirigente das edições Gérard de Villiers, confirmou a morte. “Em maio foi-lhe diagnosticado um cancro do pâncreas com metástases no fígado”, indicou por telefone à AFP.

No início de fevereiro, o New York Times consagrou-o como o “autor de romances de espionagem que sabia demais”. Villiers tinha acabado de passar 10 dias no Afeganistão, palco dos seus dois próximos SAS, o 198.º e 199.º da série, iniciada nos anos 1960.

A série já tem 200 livros, o último dos quais, “SAS: La Vengeance do Kremlin”, foi lançado o mês passado.

"Sua Alteza Sereníssima" (SAS), o príncipe austríaco e agente da CIA Malko Linge que protagoniza os seus livros, esteve até em Lisboa e em Angola no pós 25 de abril, nos romances “A revolução dos cravos de sangue”, e “Angola a Ferro e Fogo”, respetivamente.

Gerárd de Villiers declarou recentemente ignorar o número exato de livros que vendeu desde 1965, quando foi publicado “SAS à Istambul”, o primeiro da série.

“Provavelmente, entre 120 e 150 milhões em todos o mundo”, admitiu.


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