Francisco César exige reforço urgente de agentes da PSP nos Açores

O líder do PS/Açores pediu um “reforço urgente” de agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) na região e disse que o Governo da República não cumpriu as promessas quanto ao aumento do efetivo policial



“O Governo da República não tem investido naquilo que é fundamental nos Açores, que é a soberania do Estado, desde logo através do investimento na segurança e na polícia”, referiu Francisco César, citado numa nota de imprensa do partido, após ter visitado a esquadra da PSP nas Lajes das Flores.

O líder do PS açoriano e deputado na Assembleia da República lembrou que os agentes asseguram não só a segurança das populações, mas também garantem o funcionamento de infraestruturas críticas como portos, aeroportos e fronteiras.

Francisco César considerou a situação “particularmente grave” verificada numa ilha como as Flores, defendendo que o Estado “não pode falhar” onde a sua presença é mais necessária.

Também sublinhou que o investimento em segurança é “uma dimensão essencial da presença do Estado na região”, tendo alertado para a falta de meios humanos e materiais com que a polícia se confronta diariamente.

O deputado e líder dos socialistas açorianos recorda que interpelou diretamente o primeiro-ministro sobre esta matéria e que, ao longo dos últimos meses, “foram feitas várias promessas de reforço dos efetivos policiais na região, associadas à conclusão de novos cursos de formação”.

No entanto, salientou que seis meses depois do compromisso assumido pela ministra da Administração Interna, a realidade “permanece inalterada”.

“Foi-nos dito repetidamente que os Açores seriam reforçados com os agentes que estavam a concluir os cursos de polícia. Seis meses depois dessas promessas, o reforço não está a acontecer”, lamentou.

O líder do PS/Açores alertou ainda para as dificuldades operacionais sentidas no terreno, referindo que, em muitos casos, “é o próprio Governo Regional que acaba por assegurar viaturas para a PSP, sem que exista, contudo, o número suficiente de agentes para garantir o serviço”.

“Os polícias fazem um esforço diário enorme para cumprir a sua missão, muitas vezes sem meios e sem pessoal suficiente. Isto não é sustentável”, afirmou, defendendo que o Estado deve “assumir plenamente” as suas responsabilidades.

O reforço de agentes da PSP nos Açores “tem de ser uma prioridade imediata, sob pena de se agravar a fragilidade da presença do Estado na região e de se comprometer a segurança das populações”, concluiu.


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