Franceses cumprem sétimo dia de greve


 

Lusa/Ao online   Internacional   20 de Nov de 2007, 07:43

A França vive hoje o sétimo dia consecutivo de greve dos transportes ferroviários e do metropolitano de Paris, ao qual se juntaram hoje funcionários públicos e a empresa que distribui os jornais diários.
O conflito social atinge hoje o maior pico desde achegada ao poder do presidente Nicolas Sarkozy, em Maio passado, com a confluência de três paralisações distintas.

    A novidade é a mobilização dos funcionários públicos, que exigem a melhoria do poder de compra e protestam contra o plano do governo de substituir só metade dos funcionários que se reformem nos próximos anos para efectuar poupanças e reduzir o défice público.

    Neste protesto os sindicatos convocaram funcionários de ministérios, escolas, hospitais, correios e aeroportos.

    Um outro tipo de greve foi convocada na empresa Nouvelles Messageries de la Presse Parisienne (NMPP), que monopoliza a distribuição de diários de âmbito nacional, devido ao anúncio da direcção de que iria suprimir 350 postos de trabalho.

    Por isso, os jornais de difusão nacional não chegaram hoje aos quiosques, o mesmo não sucedendo com os regionais, que habitualmente têm os seus próprios meios de distribuição.

    Entretanto, a greve de transportes públicos, apesar de hoje ter uma adesão mais fraca, continua a causar problemas a milhões de cidadãos, no sétimo dia consecutivo de paralisação.

    Na origem desta greve está a oposição ao projecto de reforma do regime especial de acesso à aposentação.

    A previsão para hoje, no caso dos comboios, é que circulem metade das 700 ligações de alta velocidade, bem como 85 das 300 de longa distância previstas e metade das regionais.

    O metropolitano de Paris funciona a um terço do habitual e os autocarros a 40 por cento, segundo as estimativas da empresa pública.

   
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