FMI pede aos EUA para acabarem com incertezas e para UE acelerar união bancária

FMI pede aos EUA para acabarem com incertezas e para UE acelerar união bancária

 

LUSA/AOnline   Economia   12 de Out de 2013, 20:34

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e os membros do Comité Financeiro pediram hoje aos EUA que acabe com as suas incertezas orçamentais de curto prazo e à União Europeia (UE) para avançar com a união bancária.

Apesar de reconhecer que houve uma melhoria nas economias avançadas no último ano, especialmente devido à política monetária adotada, o comunicado final conjunto do FMI e do Comité Financeiro do FMI (composto pelos representantes dos 24 parceiros do organismo) adverte para as tarefas que faltam cumprir no curto prazo.

A diretora geral do FMI, Christine Lagarde, considerou que a UE deve centrar-se no processo de criação da união bancária e “enviar um sinal de forte progresso”.

E realçou: “Houve progressos significativos na Europa, e também sacrifícios, mas estes são o começo de um caminho pensado para apresentar resultados”.

O FMI pede a Bruxelas que avance com a união bancária para reduzir “a fragmentação do mercado financeiro”.

No mesmo documento, é realçada aos EUA “a necessidade urgente de tomar medidas que terminem com as incertezas orçamentais de curto prazo”, a propósito do desacordo entre a administração Obama e o Senado acerca das mexidas no teto da dívida da maior economia do mundo, que levou ao encerramento parcial dos serviços públicos.

“Há um sentimento comum de que todos os membros devem pôr as suas casas em ordem e comunicarem entre si”, indicou Lagarde.

Por seu turno, o presidente do Comité Financeiro, o ministro das Finanças de Singapura, Tharman Shanmugaratnam, revelou que o foco das discussões esteve também centrado na necessidade de a economia mundial se prepare para o fim progressiva da política monetária expansiva dos países avançados.

“Concordámos que, para as economias emergentes, é importante reconhecer que a eventual normalização da política monetária com a recuperação económica no ocidente deve motivar uma preparação com ajustes orçamentais e reformas estruturais”, salientou o singapurense.

“Todos os membros têm consciência que as decisões monetárias têm efeitos a nível doméstico e internacional”, tinha sublinhado Lagarde.

Ainda assim, no comunicado é referido que “a política monetária [nas economias avançadas] ajudou ao crescimento global, mantendo os preços estáveis, pelo que continua a ser apropriada”.

Quanto às economias emergentes, o documento destacou que “os fundamentais [macroeconómicos] e o trilho político são, no geral, consistentes”, mas que “os desafios estruturais continuam”.

Por fim, face aos continuados atrasos na reforma de quotas no FMI a favor dos países em desenvolvimento, que têm elevado o tom das críticas das economias emergentes como o Brasil, Lagarde garantiu que a mesma é “a principal prioridade” e o comunicado final aponta para “a retificação sem demoras” das reformas acordadas em 2010.


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