Chega questiona segurança do transporte escolar

Deputados do Chega/Açores questionaram o Governo Regional sobre o estado de manutenção e segurança dos autocarros que fazem o transporte escolar, após um incidente na Ilha das Flores



O grupo parlamentar do Chega/Açores exigiu do Governo Regional esclarecimentos urgentes sobre o estado de conservação, manutenção e segurança dos autocarros que asseguram o transporte público e o transporte escolar em todas as ilhas.

Conforme refere uma nota de imprensa, num requerimento enviado à Assembleia Legislativa Regional, os deputados do Chega/Açores asseguram que “são recorrentes os relatos de avarias mecânicas, degradação evidente das viaturas e infiltrações de água no interior dos autocarros”.
Para os deputados do Chega/Açores, esta é “uma situação particularmente grave em dias de chuva, afetando diretamente os utentes, muitos deles crianças e jovens em idade escolar”.

E dão como exemplo um incidente ocorrido na ilha das Flores no início de 2026, “onde um autocarro afeto ao transporte escolar partiu o eixo traseiro durante um percurso regular”.

Nesse sentido e tendo em conta o relevo acidentado e as características sinuosas da rede viária daquela ilha, “este episódio poderia ter tido consequências dramáticas”, refere o requerimento enviado ao Governo Regional pelo Chega/Açores.

Por isso, o partido questiona “se o Governo Regional tem conhecimento formal de incidentes registados com o transporte público e, principalmente, com o transporte escolar, e qual o procedimento adotado em caso de queixa”.

Os deputados do Chega questionam também “se foram determinadas inspeções extraordinárias ou independentes à frota, após o incidente na ilha das Flores, e se estão a ser cumpridos integralmente os prazos legais das inspeções técnicas periódicas dos autocarros que realizam o transporte escolar”.

O Chega/Açores considera ainda “inaceitável” que se coloque em risco a segurança de crianças e jovens “por falta de manutenção adequada ou eventual negligência na fiscalização”, garante o deputado José Paulo Sousa, que reforça que “quando está em causa a segurança dos nossos filhos não pode haver complacência nem silêncio”.

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