Açoriano Oriental
Covid-19
Fenprof pede testes antes da reabertura de jardins de infância

A Federação Nacional dos Professores defendeu a realização de testes de diagnóstico à Covid-19 aos trabalhadores dos jardins de infância antes da sua reabertura, recordando os casos detetados nas creches que permitiram travar uma possível disseminação do vírus.

Fenprof pede testes antes da reabertura de jardins de infância

Autor: Lusa/AO Online

A menos de uma semana da reabertura dos jardins de infância, a Fenprof alertou esta terça-feira para o facto de faltarem “garantias de segurança sanitária”, num comunicado em que sublinha a importância social da abertura do ensino pré-escolar para que milhares de famílias possam retomar a sua atividade profissional.

Depois de cerca de dois meses e meio de portas encerradas, na próxima segunda-feira, a 1 de junho, as crianças do pré-escolar regressam às escolas seguindo orientações da Direção-Geral da Saúde e do Governo, para tentar minimizar o perigo de contágio.

Para a Fenprof, estas entidades falharam ao não obrigar à realização de testes de diagnóstico a todos os profissionais que regressam à atividade presencial, “para que esta se possa reiniciar num clima de indispensável confiança, não temendo sujeitar ao contágio crianças e profissionais, pais e encarregados de educação”.

Os educadores de infância são o segundo grupo docente mais envelhecido, logo a seguir aos professores do 2.º ciclo (do 5.º e 6.º anos de escolaridade).

A Fenprof lembrou que quando as creches voltaram a receber crianças, a 18 de maio, foram feitos testes aos trabalhadores antes do seu regresso e “foram detetados mais de meia centena de casos que, a não terem sido mantidos em isolamento, poderiam ter dado origem a novos surtos por transmissão da infeção”

A Fenprof alertou ainda para a situação dos professores da Intervenção Precoce, que devem ter medidas adicionais de segurança quando tiverem de se deslocar a casa dos alunos e contactar com as famílias e crianças.

As orientações para o regresso das crianças ao pré-escolar, divulgadas na semana passada pelos ministérios da Educação e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, preveem a possibilidade de as instituições substituírem os docentes que pertençam, atestadamente, a um grupo de risco, tal como aconteceu no ensino secundário.

Nestes casos, os estabelecimentos de ensino podem substituir o docente por outro educador de infância que não tenha grupo atribuído, recorrer aos mecanismos legais de substituição de docentes ou adotar outras estratégias que entendam adequadas.

No comunicado, a Fenprof criticou não estar prevista a redução do número de crianças por sala, tal como aconteceu com o ensino secundário, em que ficaram definidas regras como as distâncias de segurança entre alunos, o que levou a uma limitação do número imposto pela área das salas de aula.

As orientações para o regresso das crianças ao pré-escolar preveem normas de segurança semelhantes àquelas que foram aplicadas às creches, privilegiando-se as atividades ao ar livre, em regime de rotativo dos grupos, e maximizando o distanciamento social.

Para evitar o cruzamento entre pessoas, a orientação estabelece a definição de circuitos de entrada e saída, e de acesso às salas, e a criação de espaços "sujos" e "limpos", encerrando, por outro lado, todos os espaços que não sejam necessários ao bom funcionamento das atividades.

À semelhança daquilo que se passa atualmente nas creches, as crianças devem ser entregues à porta do estabelecimento, evitando a circulação de pessoas externas no interior do recinto, e o calçado da rua não deve entrar.

Sobre as famílias que optem por não enviar as crianças para os jardins de infância, a Fenprof defendeu que devem continuar a ser apoiadas à distância, com atividades específicas, tal como tem acontecido até agora.


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